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ADAPTAÇÃO

Cachorrinha sai de Campo Grande, cruza oceano e percorre 8 mil km para reencontrar família na Europa

Ellie, de 10 anos, ficou um ano longe dos tutores após mudança para Portugal e passou por adaptação e burocracia para fazer a viagem internacional de mais de 20 horas.

19 de abril de 2026
Antonio Bispo
2 min. de leitura
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Foto: Ana Clara/Arquivo Pessoal

Uma cachorrinha de 10 anos enfrentou uma viagem internacional para voltar ao convívio da família em Lisboa, em Portugal. A Yorkshire Ellie saiu de Campo Grande após meses de espera por documentação e protagonizou uma travessia marcada por planejamento, adaptação e cuidado. A viagem durou mais de 20 horas.

A responsável pelo transporte foi a empresária Ana Clara Rosa Balbé, dona de uma creche e hospedagem para cães no bairro Tiradentes. Ela acompanhou todo o trajeto e detalhou os bastidores da viagem que ocorreu no começo deste mês.

Ellie pesa cerca de dois quilos e pôde viajar na cabine, alternando momentos no colo e na caixa de transporte. Antes do embarque, passou por um período de adaptação.

“Ela ficou com a gente por uma semana para se acostumar com a caixa e com o tempo de viagem”, explicou Ana.

Da separação à travessia internacional

A família da cadela se mudou para a Europa há cerca de um ano, mas não conseguiu levar os animais inicialmente por causa das exigências sanitárias e burocráticas. Durante esse período, os cães ficaram em uma fazenda na região de Campo Grande.

Mesmo com a idade avançada de Ellie, os tutores decidiram incluí-la na mudança definitiva.

“Por muito menos as pessoas abandonam. E a gente vê o esforço para levar uma cachorrinha de 10 anos para o outro lado do mundo”, disse Ana.

Documentação e cuidados especiais

O transporte internacional exigiu uma série de documentos, tanto das autoridades brasileiras quanto portuguesas, o que prolongou o processo.

Além da burocracia, a idade da cadela demandou atenção redobrada durante o trajeto.

“A responsabilidade é grande, principalmente por ser uma cachorrinha mais idosa. A confiança da família também pesa muito”, afirmou a empresária.

Treinamento foi essencial para a viagem

Para enfrentar as horas de voo, Ellie passou por um processo de adaptação à caixa de transporte, que é obrigatória em viagens desse tipo.

O método inclui:

  • alimentação dentro da caixa
  • uso de brinquedos no espaço
  • aumento gradual do tempo de permanência

Segundo Ana, a ideia é transformar a caixa em um ambiente seguro para o animal. “Ela passa a ver como um refúgio, não como um lugar de confinamento”, explicou.

Experiência que se repete

Essa não foi a primeira vez que a empresária realizou transporte internacional de animais domésticos. Há dois anos, ela levou um cachorro da raça Golden Retriever até Orlando, nos Estados Unidos. Nesse caso, o animal viajou no compartimento de bagagens, o que exigiu cuidados adicionais.

A família de Ellie ainda aguarda a liberação de outro cachorro, também da raça Golden, que segue em processo de documentação para viajar à Europa.

Reencontro marcou o fim da jornada

A chegada de Ellie a Lisboa encerrou um período de separação e mobilizou a família. “Ver a emoção deles é o mais gratificante”, disse Ana.

Fonte: G1

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