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LIBERDADE

Cachorrinha resgatada de cativeiro conhece o mar e corre livremente pela praia pela primeira vez 

O passeio marcou um ano de adaptação após a adoção e mostrou a transformação no comportamento da cachorra.

8 de janeiro de 2026
Redação ANDA
4 min. de leitura
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Foto: Reprodução

Uma cachorrinha sem raça definida ganhou destaque nas redes sociais após a tutora, Marcela Pinho, divulgar um vídeo em que ela aparece correndo livremente pela praia, em Fortaleza (CE), depois de ter sido resgatada de um cativeiro.

Antes de chegar ao novo lar, Belinha vivia confinada, sem acesso à rua, com alimentação inadequada e ausência completa de amor. A avaliação veterinária indicou que ela tinha cerca de dois anos quando foi acolhida, o que significa que praticamente toda a sua fase inicial de vida foi marcada pela privação.

“Adotamos porque ela vivia em um cativeiro. Não tinha nenhum acesso à rua, nem carinho, e a alimentação era pouca e suja. A situação dela era bem triste”, disse a tutora.

Quando foi adotada por Marcela, a adaptação de Belinha não foi imediata. Sons, movimentos e ambientes desconhecidos provocavam insegurança e foram necessários muita paciência, rotina e cuidado diário para construir confiança no novo lar.

“Ela é muito medrosa. Tudo o que é novo assusta no começo. Depois, é só alegria”, contou.

O passeio para a praia foi a comemoração de um ano desde o resgate. Dentro do carro, Belinha não entendia para onde estava indo, mas permaneceu quietinha, observando tudo ao redor com curiosidade.

Assim que chegou na praia, Belinha correu cheia de alegria pela areia, sentindo sob as patas uma sensação totalmente nova. Com muito cuidado, se aproximou do mar aos poucos e, quando colocou as patinhas na água, percebeu que nada de ruim acontecia, passou a correr e pular.

 

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A alegria era tão grande que Belinha encheu a tutora de lambeijos, demostrando toda gratidão sentida pela mudança de vida. “Eu chorava e ria ao mesmo tempo ao ver aquela cena. Ela achava que estava no maior paraíso do mundo! Tenho certeza de que foi o dia mais feliz da vida dela!”, relembrou Marcela.

Belinha hoje divide a casa com outro cão. A rotina é marcada por cuidado, afeto e presença. Marcela conta que a adoção alterou a dinâmica familiar e que o vínculo construído se tornou central na vida da casa. A cachorrinha que chegou assustada passou a ocupar todos os espaços, inclusive emocionais, de uma família que havia perdido recentemente outra cachorra.

“A Belinha salvou nossas vidas! Tínhamos acabado de perder uma cadelinha, a Prisma. E eu sempre soube que a Prisminha mandaria outra pra gente! E não temos dúvida de que a Belinha foi enviada por ela! Ela é a cachorra mais amável do mundo! Nós somos completamente apaixonados por ela!”, finalizou a tutora.

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