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CONDIÇÃO RARA

Cachorra com 95% da cavidade craniana preenchida por líquido surpreende veterinários e vive até os 12 anos

Veterinários levantaram a hipótese de que níveis extremamente baixos de sódio no organismo ajudaram a manter o equilíbrio cerebral e a retardar o avanço dos sintomas neurológicos.

14 de fevereiro de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Divulgação

Uma cachorra chamada Maggie chamou a atenção de veterinários após exames revelarem que cerca de 95% de sua cavidade craniana estava preenchida por líquido, condição que, em muitos casos, inviabilizaria funções básicas. Apesar do quadro grave, ela conseguiu levar uma vida relativamente normal e feliz ao lado da família por anos.

As primeiras convulsões surgiram quando Maggie tinha seis anos de idade. Até então, ela vivia de forma tranquila com seus tutores, que sempre perceberam que a cadela era “um pouco diferente”, mas sem sinais claros de uma doença grave. Após o caso, seus responsáveis buscaram atendimento veterinário, e uma ressonância magnética revelou o quadro incomum.

Nos exames, a maior parte da cavidade craniana aparecia preenchida por uma área branca e nebulosa, indicando o acúmulo de líquido cefalorraquidiano. Segundo especialistas, em cães saudáveis o cérebro costuma ocupar entre 80% e 90% do espaço craniano. Mesmo diante do diagnóstico de hidrocefalia, condição caracterizada pelo excesso desse líquido no crânio, os profissionais se surpreenderam ao constatar que Maggie ainda conseguia caminhar e manter atividades cotidianas.

Foto: Divulgação

De acordo com os tutores e a equipe veterinária, a cachorra permaneceu sem tratamento específico por anos. Uma das hipóteses levantadas pelos médicos foi que níveis extremamente baixos de sódio em seu organismo ajudaram a manter algum grau de homeostase cerebral, contribuindo para que ela tivesse qualidade de vida por mais tempo.

Maggie viveu até os 12 anos e foi lembrada pela família como um “milagre médico”. Apesar das limitações impostas pela condição, ela permaneceu ativa e afetuosa até os seus últimos dias.

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