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CRUELDADE

Caçadora posa com coração de girafa morta como “presente” de Dia dos Namorados 

14 de fevereiro de 2026
1 min. de leitura
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Foto: Merelize van der Merwe/Facebook

Em fevereiro de 2021, a sul-africana Merelize Van Der Merwe, então com 32 anos, publicou em seu perfil no Facebook fotos ao lado de uma girafa de 17 anos morta durante uma viagem de caça que, segundo ela, foi um presente oferecido pelo marido para celebrar o Dia dos Namorados. As imagens rapidamente ultrapassaram fronteiras e desencadearam forte reação nas redes sociais.

Em uma das fotografias, Merelize segura o coração ainda ensanguentado do animal. “Já parou para imaginar o tamanho do coração de uma girafa? Estou sem palavras com o meu grande presente do dia dos namorados”, escreveu ela, friamente, na legenda. A publicação reuniu centenas de comentários, quase 900 à época, muitos deles questionando a exposição do corpo do animal como motivo de celebração. “Por que ficar orgulhosa de mostrar essa imagem?”, indagou um usuário. “Isso é doentio”, afirmou outro.

Foto: Merelize van der Merwe/Facebook

Na época, a caçadora afirmou ter assassinado cerca de 500 animais, incluindo leões, leopardos e elefantes, e descreve a matança como parte central de sua personalidade, como se sua crueldade fosse um motivo de orgulho. A postura normaliza assassinatos como entretenimento e identidade, dissociando completamente o ato de matar de qualquer reflexão sobre sofrimento, proteção ou respeito à vida.

Ainda legalizada em diversos países, a “caça esportiva” transforma a morte animais selvagens em troféus e experiências pessoais. A proteção de animais deve ser feita por meio de políticas de proteção de habitat e fiscalização, sem que a morte seja tratada como uma conquista ou celebração.

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