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COMPAIXÃO

Busca por conforto: gata que perdeu filhotes acolhe ratinho órfão em Ribeirão Preto (SP)

Vídeo publicado pela tutora mostra o comportamento carinhoso da gata em relação ao rato.

3 de abril de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: TikTok/@izacealine06

A vida na zona rural costuma seguir os ritmos da natureza, duros e imprevisíveis. Mas foi também nesse cenário que surgiu uma história linda entre uma gatinha e um ratinho, capaz de sensibilizar milhares de pessoas ao mostrar que vínculos entre animais podem ir além do que se espera.

Em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, a gata Pantera perdeu toda sua ninhada, que nasceu prematura e não resistiu. “Eles nasceram fraquinhos e não duraram nem um dia e meio”, relatou sua tutora, Ingrid Aline, em vídeos publicados nas redes sociais.

@izacealine06 Curiosidades do mundo animal. mais um.dia normal por aqui na roça 😂 #vidanaroca #mundoanimal #gatos #fyp #foryou @Junior Izace @Maria Marlene4255 @suelen6jenifer ♬ Funny – Gold-Tiger

Pouco depois, ainda sob o impacto da perda, Pantera saiu para caçar insetos e encontrou um rato que levou para casa para cuidar. O ratinho, posteriormente chamado de Jerry, foi colocado junto ao corpo da gata, onde antes estavam seus próprios filhotes.

Um vídeo do momento mostra o ratinho buscando calor e abrigo, enquanto Pantera permitia sua aproximação e, em um gesto ainda mais surpreendente, chegou a amamentá-lo.

Para além da surpresa, especialistas em comportamento animal apontam que o instinto materno pode, em alguns casos, se sobrepor ao instinto predatório, especialmente após perdas recentes.

Apesar do acolhimento, a sobrevivência de Jerry era um desafio. Extremamente pequeno e frágil, o filhote não conseguia se alimentar adequadamente.

Sem mamadeira apropriada e com dificuldades para garantir a nutrição necessária, Ingrid tentou alternativas, incluindo aproximá-lo da gata para amamentação. “Estamos tentando colocar ele no peito dela, mas vamos seguindo”, contou.

Mesmo com os esforços, Jerry não resistiu.

Pantera, segundo a tutora, voltou a se alimentar e brincar normalmente, sem sinais aparentes de estresse prolongado, comportamento que também mostra a complexidade emocional dos animais, muitas vezes subestimada.

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