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VÍTIMA DE PESCADORES

Boto-cinza, espécie ameaçada, é encontrado morto em praia de Paulista, no Grande Recife (PE)

3 de novembro de 2022
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Foto: Reprodução/WhatsApp

Um boto-cinza apareceu morto na areia da praia de Pau Amarelo, em Paulista, no Grande Recife, nesta quinta-feira (3). Moradores da região que viram o animal relataram que ele estava ferido, com cortes pelo corpo e nadadeira.

Segundo o biólogo e coordenador institucional do projeto Golfinho Rotador, Flávio Lima, o animal é da espécie Sotalia guianensis. “É uma espécie de ocorrência costeira. Vive bem próximo da costa”, explicou.

Apesar da denominação ser boto-cinza, ele também é chamado de golfinho, disse o especialista. “Por ser uma denominação popular, varia em cada região e por grupo de pessoas. No Nordeste, chamamos essa espécie de boto, geralmente”, afirmou o Flávio Lima.

A espécie encontra-se na categoria “vulnerável” na lista de espécies ameaçadas de extinção do Brasil, segundo o biólogo.

O funcionário público Edmilson José de Lima foi pescar durante a madrugada e, na volta, encontrou o boto na areia. “Ele estava com marca de rede. Capaz de ter ficado preso e, quando viram, cortaram a rede a soltaram. Encontrei já morto”, relatou Lima.

O ambientalista voluntário Adriano Artoni viu as imagens e teve opinião semelhante à do funcionário público.

“Tem característica de rede de pesca mesmo. Esses riscos que você vê na parte superior, uns brancos. Isso são traços, características de rede. Deve ter ficado preso e morrido por afogamento”, afirmou Artoni.

O boto-cinza, quando adulto, costuma pesar entre 70 e 100 quilos e medir entre 1,8 e 2,1 metros, explicou Flávio Lima. Esses golfinhos aparecem de Honduras, na América Central, até Santa Catarina, no Sul do Brasil.

A prefeitura de Paulista informou, em nota, que o corpo do golfinho vai ser retirado e analisado para identificar as possíveis causas de falecimento do animal. Ele tinha 1,6 metro e 55 quilos.

“Após a retirada e o estudo, será feito o sepultamento do animal colocando um marco GPS para que futuramente, caso seja requerido por algum órgão estadual o estudo da carcaça para fins científicos, seja exumado e entregue para o devido fim”, disse no texto o município.

Ainda segundo a prefeitura, a análise visual preliminar “demostra que o animal tinha marcas que indicavam a possibilidade de ferimentos por rede de pesca”.

Fonte: G1

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