Na noite do último domingo (04/01), a Guarda Costeira dos Estados Unidos avistou uma baleia-fin (Balaenoptera physalus) morta na proa de um navio atracado no Terminal Marítimo de Gloucester, em Nova Jersey. As autoridades do Centro de Resgate de Mamíferos Marinhos investigam a morte do animal, que pode ter sido atropelado.
Em uma publicação feita nesta terça-feira (06/01), o serviço informou que estava removendo a carcaça para realizar uma necropsia. Neste mesmo dia, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) confirmou que iniciou uma investigação sobre o óbito da baleia, mas não deu detalhes sobre o processo.
Apesar de ser encontrada em todo o mundo, a espécie está ameaçada de extinção. A principal causa de morte dessas baleias são justamente as colisões com navios. O emaranhamento em equipamentos de pesca e os efeitos das mudanças climáticas também estão entre as causas de óbito desses animais.
O que se sabe?
Também conhecida como baleia-comum, a baleia-fin é o segundo maior animal o mundo, atrás somente da baleia-azul (Balaenoptera musculus). Quando adultas, as baleias-fin podem atingir 25,9 metros de comprimento e ter uma massa entre 40 e 80 toneladas.
Segundo o Centro de Resgate, a baleia morta era menor que isso, o que pode indicar ser um animal jovem, já que media entre 7,5 e 9,1 metros.
Conforme a agência de notícias Associated Press (AP), o porto onde a baleia foi avistada está localizado na base da Ponte Walt Whitman, que liga Nova Jersey à Pensilvânia. Especialistas afirmam que essa espécie nada nas águas da região, partindo do sul de Nova Jersey até a cidade de Nova York.
Graças às políticas de proteção, esses mamíferos têm se recuperado gradualmente das significativas baixas em sua população, decorrentes da caça comercial que quase os extinguiram. Outros animais marinhos, como golfinhos, botos e demais espécies de baleias também são protegidas pela Lei Federal de Proteção de Mamíferos Marinhos estadunidense, que torna ilegal tocá-los, alimentá-los ou causar-lhes qualquer tipo de dano.
Fonte: Revista Galileu