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SAÚDE

Automedicação em animais domésticos pode causar intoxicação e até morte, diz expert

Embora seja comum entre tutores, a automedicação em animais pode representar graves riscos. Especialista alerta para remédios humanos comuns

30 de maio de 2026
Julia de Mesquita
2 min. de leitura
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Foto: Magnific

Medicamentos que fazem parte da rotina de muitas famílias podem representar risco grave, e até fatal, quando administrados em animais domésticos sem orientação veterinária. A prática da automedicação em animais, ainda comum entre tutores, preocupa por causa do alto índice de intoxicações e do atraso no diagnóstico de doenças.

Onde mora o perigo

Leslie Domingues, docente de medicina veterinária, explica que um dos maiores perigos está na diferença entre o organismo humano e o animal.

“Cães e gatos têm uma capacidade metabólica diferente da nossa. Por isso, um medicamento de uso rotineiro para humanos pode ser letal para um animal domésticos.”

Além da intoxicação, medicar o animal sem acompanhamento profissional pode mascarar doenças sérias. Isso acontece porque o remédio alivia temporariamente sintomas como dor ou febre — enquanto a enfermidade continua evoluindo silenciosamente. “Quando aliviamos a dor sem tratar a causa, isso atrasa o diagnóstico correto.”

Entre os medicamentos mais perigosos para os animais estão alguns bastante comuns nas casas brasileiras, como paracetamol, aspirina e diclofenaco, conhecido comercialmente como Cataflam. De acordo com a veterinária, esses remédios podem provocar reações graves e até levar à morte.

Fique atento!

Os sinais de intoxicação variam, mas a professora do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp) cita os mais frequentes:

  • Vômito, inclusive com sangue;
  • Diarreia;
  • Dificuldade para respirar.
  • Tremores, perda de equilíbrio e andar cambaleante;
  • Convulsões.

Diante de qualquer suspeita de envenenamento, a orientação é procurar atendimento veterinário imediatamente. Informar qual medicamento foi administrado, a quantidade ingerida e, se possível, levar a embalagem do produto ajuda no atendimento e acelera a identificação do princípio ativo.

“Sob nenhuma circunstância tente reverter o quadro em casa com misturas caseiras, leite, receitas de redes sociais ou indução ao vômito”, ressalta.

Por último, ela destaca que a dosagem de medicamentos em animais exige cálculos preciso e individualizados — considerando fatores como espécie, raça, porte e condição. “Uma substância segura para cães pode levar um gato ao óbito. Além disso, dependendo do estado de saúde do paciente, a dose considerada padrão para a espécie pode se tornar tóxica”, conclui.

Fonte: Metrópoles

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