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MOBILIZAÇÃO

Ativistas e organizações vão às ruas contra a exportação de animais vivos no Brasil

15 de junho de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Nanda Cury

Organizações e ativistas em defesa dos direitos animais realizaram mobilizações em cerca de 30 cidades brasileiras neste fim de semana para denunciar a exportação de animais vivos e exigir o fim da prática. Os protestos criticam o transporte marítimo de milhares de bois enviados todos os anos do Brasil para outros países, onde são mortos após longas jornadas em alto-mar.

Segundo os movimentos, a exportação de animais vivos submete bois e vacas a condições de extremo sofrimento. Durante as viagens, que podem durar semanas, os animais permanecem confinados em navios cargueiros, expostos a altas temperaturas, superlotação, estresse, privação de conforto e riscos constantes à saúde. O transporte transforma seres sencientes em mercadorias, ignorando sua capacidade de sentir dor, medo e sofrimento.

Os atos também chamaram atenção para os impactos ambientais gerados pela atividade. A grande quantidade de dejetos produzidos pelos animais durante as viagens, a poluição associada aos navios e os riscos de contaminação de áreas portuárias foram apontados como preocupações recorrentes por organizações que acompanham o tema. Além disso, ativistas alertam para possíveis ameaças sanitárias relacionadas ao deslocamento de grandes contingentes de animais entre continentes.

Outro ponto destacado durante as manifestações foi o modelo econômico que sustenta a exportação. Os lucros ficam concentrados em um número reduzido de exportadores e grandes pecuaristas, enquanto os impactos ambientais, os custos de fiscalização e as consequências para as comunidades próximas aos portos são compartilhados por toda a sociedade.

O Brasil está entre os maiores exportadores de animais vivos do planeta. Todos os anos, centenas de milhares de bois são embarcados em portos brasileiros com destino principalmente a países do Oriente Médio e do Norte da África. Ao longo das últimas décadas, milhões de animais já foram submetidos a esse tipo de transporte, uma realidade que ONGs classificam como incompatível com os avanços éticos relacionados ao reconhecimento dos animais como seres capazes de sofrer.

A discussão vai além de números e mercados internacionais. Nenhuma atividade econômica pode justificar o sofrimento imposto a milhares de animais durante viagens exaustivas e que o país precisa avançar para modelos que respeitem a vida e a dignidade dos seres explorados pela indústria pecuária.

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