Mais de 400 animais aguardam avaliação no Zoológico Bal Park, em Montecarlo, na Argentina. O local foi temporariamente fechado após denúncias sobre as condições dos animais e casos de maus-tratos e negligência.
Segundo a Fundação Ohana, foi solicitada uma visita técnica para que especialistas pudessem entrar no local, observar a situação dos animais, identificar casos urgentes e determinar as medidas necessárias para salvaguardar suas vidas. No entanto, a organização alega que os proprietários se recusaram a permitir o acesso da equipe técnica.
Em resposta, a Fundação Ohana apresentou uma queixa-crime e solicitou intervenção judicial para obter acesso ao local e avaliar o que está acontecendo com os animais ali confinados.
Este caso não pode ficar atolado em versões conflitantes, procedimentos administrativos ou portas fechadas. Quando centenas de animais estão em cativeiro, a prioridade deve ser determinar suas condições e necessidades atuais.
Mas uma questão mais profunda também precisa ser abordada: nenhum animal deve ser reduzido a viver em cativeiro para fins de observação, manejo ou exibição.
Os animais não existem para fazer parte de um passeio, uma atração ou uma coleção. Cada um deles tem seus próprios interesses, relacionamentos potenciais, necessidades, medos, memórias e o desejo de viver de acordo com sua espécie.
Se animais estão sendo mantidos em cativeiro e sua situação está sendo denunciada, o sistema judiciário deve agir para garantir que sejam avaliados e que haja consequências. Porque o confinamento não se torna aceitável simplesmente por ser normalizado.
E nenhuma vida deve ser deixada atrás de uma porta fechada enquanto alguém decide o quanto seu sofrimento importa.
Fonte: Animal Libre