Um dos casos mais polêmicos envolvendo a situação de baleias em cativeiro no Canadá teve um novo capítulo revelado pelas autoridades e pela imprensa internacional: o parque aquático e zoológico Marineland, em Niagara Falls, Ontário, que chegou a ameaçar eutanasiar dezenas de belugas se não obtivesse apoio financeiro, agora busca autorizações para vender seus animais para instituições nos Estados Unidos. Isso ocorre depois de o governo canadense recusar um pedido anterior para exportar as baleias para um parque na China.
O parque, que já fechou suas portas ao público e vendeu atrações, mantém atualmente 30 belugas e quatro golfinhos em tanques desativados, em meio a um futuro incerto para esses animais nativos do Ártico, e que nasceram em cativeiro ao longo de décadas.
O Marineland havia solicitado, em 2025, autorização para enviar os cetáceos para o Chimelong Ocean Kingdom, na China, mas a então ministra das Pescas do Canadá negou o pedido afirmando que uma transferência para um parque de entretenimento teria perpetuado sua vida em cativeiro e contrariado a legislação que restringe tais práticas.
Polêmica com as baleias
Segundo relatos, representantes do Marineland se reuniram recentemente com autoridades federais para apresentar novos pedidos de permissão de exportação com destino a diversas instituições nos Estados Unidos, incluindo aquários e parques marinhos que poderiam receber as baleias. O parque também teria comunicado ao governo que possui um plano de eutanásia preparado caso o novo pedido de exportação seja rejeitado, o que acendeu ainda mais o debate sobre o destino dos animais.
O caso se desenrola no contexto de uma lei canadense, o Ending the Captivity of Whales and Dolphins Act, aprovada em 2019, que proíbe a captura e manutenção de cetáceos em cativeiro para entretenimento — embora os animais já mantidos antes da lei possam permanecer em instalações existentes sob certas condições. Essa lei tem sido central nas controvérsias envolvendo o Marineland, que lutou contra a legislação e viu a obrigação de encerrar exibições e proibir a reprodução desses animais.
Fonte: Aventuras na História