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CARINHO

Após três semanas sem se ver, macaco resgatado tem reencontro emocionante com médico veterinário que o salvou

O macaco chamado Tosya, que não pode ser reintroduzido à natureza por sofrer com problemas crônicos de saúde, depende de cuidados contínuos e, por isso, é muito apegado ao homem.

22 de fevereiro de 2026
Redação ANDA
4 min. de leitura
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Foto: Reprodução

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o macaco Tosya reencontra o veterinário Leonid Stoyanov após três semanas de separação. As imagens registraram o macaco-berbere correndo ao encontro do homem que o resgatou e, em seguida, tocando delicadamente as cicatrizes recentes de sua cirurgia cardíaca.

Tosya parece procurar com atenção a região operada, enquanto Leonid o acolhe no colo. O vínculo entre os dois é parte do trabalho de reabilitação conduzido pelo casal de veterinários Leonid e Valentina Stoyanov, conhecidos por resgatarem animais exóticos e selvagens vítimas de maus-tratos na Ucrânia.

A história de Tosya começou em um cenário de negligência. Em abril de 2021, os Stoyanov percorreram mais de 800 quilômetros para resgatar um leão de nove meses chamado Simba, que vivia em condições inadequadas em um pequeno zoológico de contato. Segundo Valentina, ele era exibido em um shopping e passeava de coleira entre lojas, situação que lhe causava estresse constante. Após insistência, o tutor concordou em entregá-lo.

No mesmo local, o casal encontrou um filhote de macaco-berbere gravemente ferido. Chamado Anatoli na época, ele dividia a gaiola com porquinhos-da-índia e apresentava múltiplas fraturas e uma lesão extensa no crânio, provocadas por agressões de um primata adulto mantido no mesmo espaço. “Assim que nos viu, o macaquinho saiu da gaiola aberta e segurou o meu polegar. Era um pedido de ajuda”, relatou Leonid.

O filhote foi resgatado e rebatizado como Tosya. Já na clínica, exames apontaram que ele desenvolveu epilepsia em decorrência da lesão craniana e gastrite crônica causada por alimentação inadequada, já que, em vez de leite e dieta específica, recebia salsicha, pão e água. Segundo Leonid, embora macacos-berberes possam viver entre 20 e 30 anos, o histórico clínico de Tosya exige acompanhamento humano permanente, o que inviabiliza sua reintrodução à natureza.

O reencontro recente, registrado em vídeo, sintetiza essa trajetória de dor e cuidado. Ao correr para os braços de Leonid e tocar as marcas da cirurgia, Tosya mostra todo o apego construído na rotina de tratamento, proteção e afeto. O gesto é a prova de que a confiança pode ser reconstruída mesmo após experiências de violência, e de que, no caso de animais resgatados, o vínculo com quem lhes devolveu a chance de viver se torna parte essencial da própria recuperação.

 

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