A cadela Bonnie, resgatada após ser encontrada enterrada viva e grávida em um condomínio no bairro Jardim Paraíso, em Joinville, no Norte de SC, foi adotada por uma nova família. Ela estava sob cuidados do Centro de Bem-Estar Animal da cidade.
Segundo a Prefeitura de Joinville, a adoção aconteceu na segunda-feira (02/03). Ela concluiu as sessões de fisioterapia e agora o estado de saúde é estável.
Os novos tutores vão cuidar de Bonnie e dos filhotes até o desmame e, depois, os cachorrinhos serão encaminhados à adoção. A expectativa é que os filhotes nasçam a partir do dia 6 de março.
Conheça o caso da Bonnie, a cadela enterrada viva em Joinville
Após uma denúncia feita por uma moradora no dia 6 de fevereiro, mesmo dia que o animal foi encontrado, equipes foram até o condomínio após receberem fotos que mostravam o animal enterrado.
Segundo o CBEA, o microchip instalado no animal em 2024, possibilitou o acesso a dados de contato do tutor. A pessoa informada no cadastro afirmou que a cadela havia sido doada a outra pessoa.
A partir dessas informações, o caso foi encaminhado à Polícia Civil, que deu início às investigações que culminaram na prisão do atual tutor.
Detalhes da investigação
De acordo com a investigação, a prisão é sustentada por indícios de negligência. Mesmo com a cadela passando mal, o tutor teria deixado o animal no condomínio e saído para trabalhar.
A divulgação da prisão não havia sido feita anteriormente para não comprometer o cumprimento de mandados expedidos e executados em 24 de fevereiro. O caso segue sob investigação.
Segundo a delegada Tânia Harada, da DIC (Departamento de Investigações Criminais) de Joinville, não está descartada a participação direta do tutor no crime. “Não está descartado mas isso somente após a análise das apreensões que fizemos que vamos poder dizer”, explicou.
A possível participação de adolescentes é apurada pela DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso). Já o envolvimento no crime de uma mulher que prestava serviço no condomínio também é investigado.
“Estamos verificando a participação da mulher adulta no fato, que estava com os menores de idade”, afirmou a delegada. O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) também acompanha o caso.
Fonte: ND Mais