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INSEPARÁVEIS

Apesar da guerra, refugiados ucranianos voltarão para o país devastado após não conseguirem autorização para manter gatos da família no País de Gales

20 de maio de 2022
Bruna Araújo | Redação ANDA
2 min. de leitura
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Forto: Media Wales

Uma família ucraniana que está refugiada no Reino Unido afirma que pretende retornar para o país devastado pela invasão russa após não conseguir permissão para manter os gatinhos no País de Gales. Eles conseguiram ser acolhidos por uma família, mas não tiveram autorização do governo. Traumatizados pelo conflito, os ucranianos não querem se separar dos seus animais e preferem retornar para Kiev, apesar dos riscos. “Preferimos voltar para a zona de guerra do que deixar nossos gatos para trás”, disse a família.

No início da guerra, o Reino Unido abriu suas fronteiras irrestritamente para acolher refugiados com os seus animais, mas, após mais de dois meses de conflito, as regras estão cada vez mais severas. Os gatos da família ucraniana serão encaminhados compulsoriamente para um abrigo, onde precisarão ficar em quarentena por tempo indeterminado. Ao contrário da Inglaterra e da Escócia, o País de Gales não adotou a reclusão domiciliar de animais que não têm, ainda, documentações sanitárias e veterinárias e estabeleceu uma política de tolerância zero.

Foto: Media Wales

Há muitos animais em abrigos públicos tomados à força dos seus tutores. A organização em defesa dos direitos animais Four Paws está recebendo inúmeras denúncias e está dialogando com autoridades galesas para rever a política de acolhimento de animais. A família que pretende voltar para Kiev chegou no Reino Unido há três semanas. Em março, logo após a invasão russa, estimava-se que cerca de 2,5 milhões de refugiados ucranianos fugiram da guerra com os seus animais e partiram para diversos países da Europa e da América.

Um porta-voz do governo galês emitiu uma nota explicando que está sendo uma buscada uma solução para atender os requisitos dos refugiados e as exigências do país. “Entendemos o quanto os animais domésticos são profundamente importantes para as família e queremos fazer tudo para garantir que as pessoas que buscam refúgio no País de Gales fiquem com a guarda dos seus animais, mas para isso é preciso priorizar a saúde e o bem-estar dos animais que já vivem no país, reduzindo o risco de expô-los a doenças como a raiva”.

Foto: Media Wales

E completou: “Reconhecemos plenamente a angústia que isso pode causar aos tutores de animais domésticos, particularmente aqueles que vieram para o País de Gales depois de fugir das atrocidades na Ucrânia. Continuaremos avaliando diferentes opções para reduzir ao mínimo o tempo que seus cães e gatos ficam em quarentena. emos preocupações sobre como o atual processo de isolamento domiciliar pode ser monitorado e aplicado de forma eficaz. É por isso que tomamos a decisão de manter a quarentena em para proteger a saúde animal e pública”.

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