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Três homens são presos suspeitos de contrabando de iguanas de Galápagos no Equador.

22 de maio de 2026
Spoorthy Raman
4 min. de leitura
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Foto: Ministério do Meio Ambiente

A Polícia Nacional do Equador prendeu três cidadãos tailandeses em 19 de maio de 2026, no Aeroporto Internacional José Joaquín de Olmedo, em Guayaquil, sob suspeita de tráfico de animais silvestres.

Doze iguanas marinhas (Amblyrhynchus cristatus), endêmicas das Ilhas Galápagos, foram apreendidas. Os répteis foram encontrados dentro de bolsas, com as patas firmemente amarradas. Uma delas estava morta e as que sobreviveram apresentavam dormência nos membros, informou o Ministério do Meio Ambiente e Energia em uma publicação nas redes sociais. Os répteis estão agora sob cuidados especializados.

Todas as quatro espécies de iguanas endêmicas de Galápagos, incluindo as iguanas marinhas, são protegidas pelas leis equatorianas e possuem o mais alto nível de proteção sob a CITES, o tratado global sobre o comércio de vida selvagem. Ambas as proteções proíbem a remoção das iguanas da natureza ou sua venda.

“A extração e o comércio ilegais de espécies das Galápagos representam uma ameaça a um dos patrimônios naturais mais importantes do Equador e do mundo”, afirmou o Ministério do Meio Ambiente e Energia em um comunicado à imprensa. O ministério acrescentou que o governo está monitorando e coordenando esforços para “prevenir e punir crimes contra a vida selvagem”.

A operação foi realizada pela polícia nacional, em coordenação com a Autoridade Ambiental, a Direção do Parque Nacional de Galápagos e o Conselho de Administração do Regime Especial de Galápagos. As investigações continuam.

Na última semana, foram relatados quatro casos distintos de iguanas marinhas descartadas em calçadas de Guayaquil, indicando tráfico. Isso eleva o total para 16 iguanas suspeitas de contrabando em cerca de uma semana.

Sandra Altherr, cofundadora da ONG alemã Pro Wildlife, que monitora o comércio ilegal de iguanas das Galápagos há mais de uma década, disse ao Mongabay que este caso demonstra “o quão cruel é o tráfico de animais selvagens”. Ela acrescentou que “os compradores desses animais roubados são tão inescrupulosos quanto os caçadores furtivos”.

“Toda a operação está firmemente nas mãos de uma rede criminosa organizada que atua em escala global”, disse Altherr.

Traficantes já foram presos tentando contrabandear iguanas para fora do Equador. Elas são muito valorizadas por colecionadores de répteis e donos de zoológicos particulares, e podem alcançar preços altíssimos no mercado ilegal.

Uganda é o centro do comércio internacional de iguanas. Os comerciantes locais afirmam que os répteis são criados em cativeiro e podem ser comercializados legalmente. No entanto, permanecem dúvidas sobre a real origem desses animais “criados em cativeiro”.

Altherr afirmou ter encontrado provas de que quatro iguanas marinhas foram exportadas por uma empresa ugandense pertencente a um homem com histórico de contrabando internacional de animais selvagens. As iguanas foram vendidas para um zoológico particular de propriedade de um bilionário na Índia.

“O Equador já fez um trabalho fantástico: colocou suas iguanas de Galápagos sob o mais alto nível possível de proteção global e pediu a todos os outros países que parem de autorizar exportações e importações”, disse Altherr. Ela acrescentou que os países importadores devem “confiscar quaisquer animais encontrados lá e devolvê-los ao Equador”.

 

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Traduzido de Mongabay.

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