Craig, um elefante emblemático do parque nacional de Amboseli, no Quênia, faleceu neste sábado (03/01) aos 54 anos.
Ele era considerado emblemático por ser um dos últimos “super tuskers” da África, os machos da espécie com presas gigantes.
O Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS) confirmou que Craig, o elefante mais fotografado de Amboseli, morreu por causas naturais nas primeiras horas de sábado.
A Amboseli Trust for Elephants ratificou a informação através das redes sociais.
Este elefante excepcional nasceu em janeiro de 1972 e representou um símbolo vivo do patrimônio natural africano.
Craig possuía presas que superavam os 45 quilos cada uma, característica que o classificava dentro do seleto grupo de “super tuskers”.
O caráter do elefante Craig, “excepcional”
“Além de suas extraordinárias presas, Craig era muito querido por sua natureza extraordinariamente tranquila“, informou o KWS em um comunicado oficial.
Seu temperamento pacífico permitia a observação a partir de distâncias excepcionalmente próximas. Um guarda florestal designado especificamente o acompanhava em todos os momentos para garantir sua segurança e a dos turistas.
O organismo destacou que Craig “se tornou um verdadeiro embaixador de Amboseli e um símbolo de conservação bem-sucedida“. Foi amplamente documentado e admirado a nível mundial.
Um legado genético e de conservação
Craig gerou várias crias durante sua vida, assegurando que seu poderoso linhagem e caráter pacífico perdurem. Sua mãe foi a matriarca Cassandra, figura importante no ecossistema de Amboseli.
O KWS sublinhou que as medidas de proteção colaborativas tornaram possível a longevidade do elefante.
“O monitoramento contínuo, as iniciativas contra a caça furtiva, a proteção do habitat e a gestão comunitária garantiram que Craig vivesse em liberdade e segurança”, afirmou o organismo.
Essas ações demonstraram o que o compromisso coletivo com a conservação pode alcançar em favor da vida selvagem africana.
A crise atual dos elefantes africanos
A população de elefantes na África diminuiu 60% durante os últimos 50 anos, segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
Esta situação levou a instituição a declará-los em perigo de extinção.
As principais ameaças que enfrentam estes animais incluem:
- Perda de habitats naturais por expansão humana
- Caça furtiva incentivada pela demanda de marfim
- Tráfico ilegal para países asiáticos principalmente
- Fragmentação de territórios e corredores migratórios
Os especialistas acreditam que muitos dos “super tuskers” sobreviventes se encontram no ecossistema de Amboseli.
Isso se deve à composição genética particular desta população e à proteção proporcionada.
A morte de Craig representa uma perda significativa para a conservação destes gigantes africanos.
Sua história demonstrou que a proteção efetiva permite que estes animais alcancem idades avançadas e perpetuem sua genética excepcional.
Fonte: Noticias Ambientales