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PERDA IRREPARÁVEL

Adeus Craig: morre aos 54 anos um dos últimos elefantes com presas gigantes do mundo

6 de janeiro de 2026
2 min. de leitura
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Foto: Amboseli Trust for Elephants

Craig, um elefante emblemático do parque nacional de Amboseli, no Quênia, faleceu neste sábado (03/01) aos 54 anos.

Ele era considerado emblemático por ser um dos últimos “super tuskers” da África, os machos da espécie com presas gigantes.

Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS) confirmou que Craig, o elefante mais fotografado de Amboseli, morreu por causas naturais nas primeiras horas de sábado.

Amboseli Trust for Elephants ratificou a informação através das redes sociais.

Este elefante excepcional nasceu em janeiro de 1972 e representou um símbolo vivo do patrimônio natural africano.

Craig possuía presas que superavam os 45 quilos cada uma, característica que o classificava dentro do seleto grupo de “super tuskers”.

O caráter do elefante Craig, “excepcional”

“Além de suas extraordinárias presas, Craig era muito querido por sua natureza extraordinariamente tranquila“, informou o KWS em um comunicado oficial.

Seu temperamento pacífico permitia a observação a partir de distâncias excepcionalmente próximas. Um guarda florestal designado especificamente o acompanhava em todos os momentos para garantir sua segurança e a dos turistas.

O organismo destacou que Craig “se tornou um verdadeiro embaixador de Amboseli e um símbolo de conservação bem-sucedida“. Foi amplamente documentado e admirado a nível mundial.

Um legado genético e de conservação

Craig gerou várias crias durante sua vida, assegurando que seu poderoso linhagem e caráter pacífico perdurem. Sua mãe foi a matriarca Cassandra, figura importante no ecossistema de Amboseli.

O KWS sublinhou que as medidas de proteção colaborativas tornaram possível a longevidade do elefante.

“O monitoramento contínuo, as iniciativas contra a caça furtiva, a proteção do habitat e a gestão comunitária garantiram que Craig vivesse em liberdade e segurança”, afirmou o organismo.

Essas ações demonstraram o que o compromisso coletivo com a conservação pode alcançar em favor da vida selvagem africana.

A crise atual dos elefantes africanos

A população de elefantes na África diminuiu 60% durante os últimos 50 anos, segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Esta situação levou a instituição a declará-los em perigo de extinção.

As principais ameaças que enfrentam estes animais incluem:

  • Perda de habitats naturais por expansão humana
  • Caça furtiva incentivada pela demanda de marfim
  • Tráfico ilegal para países asiáticos principalmente
  • Fragmentação de territórios e corredores migratórios

Os especialistas acreditam que muitos dos “super tuskers” sobreviventes se encontram no ecossistema de Amboseli.

Isso se deve à composição genética particular desta população e à proteção proporcionada.

A morte de Craig representa uma perda significativa para a conservação destes gigantes africanos.

Sua história demonstrou que a proteção efetiva permite que estes animais alcancem idades avançadas e perpetuem sua genética excepcional.

Fonte: Noticias Ambientales

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