Entre brincadeiras e carinho, os animais têm o poder de alegrar qualquer casa. Muitos, porém, passam anos em abrigos esperando por uma família que lhes dê amor, e que eles possam retribuir. Neste sábado (14), Dia Nacional dos Animais, o g1 reforça a importância da adoção responsável e dos cuidados com cães.
No abrigo municipal de Presidente Prudente (SP), 49 cães aguardam adoção, incluindo Meg e Ted, que vivem no local há quatro anos.
Meg chegou ainda filhote, junto com os irmãos, e desde então espera por uma família que compreenda seu tempo e sua necessidade de confiança. Por ter convivido apenas com os cuidadores do abrigo, ela é um pouco tímida e precisa de paciência para se adaptar.
O desafio dos ‘invisíveis’
A história de Meg e Ted não é isolada. No abrigo, o tempo parece passar de forma diferente para os animais sem raça definida (SRD), adultos ou com alguma deficiência.
De acordo com o gerente do local, Guilherme Foltran da Silva, de 32 anos, existe um “funil” na adoção: enquanto filhotes saem em poucas semanas, os adultos podem passar a vida inteira esperando.
“Os animais adultos, os SRD [sem raça definida] e os que sofreram amputação demoram mais para serem adotados. Mas, por exemplo, já tivemos pitbull, pastor alemão e outros animais de raça que conseguiram adoção mesmo adultos. Os que mais demoram a encontrar um lar são os SRD adultos”, explicou Guilherme.
Ted, o cãozinho que perdeu uma das patas após um atropelamento, é um exemplo vivo de que a deficiência física não limita a alegria.
“Ele é um cachorro animado, ele brinca, faz tudo. Nem parece que ele tem três pernas, porque ele faz tudo”, contou o gerente.
Tempo do animal
Um dos pontos mais críticos abordados pela equipe do abrigo é o tempo de adaptação. Meg, que cresceu no canil, carrega o trauma de ter sido devolvida por ser “tímida demais”.
Gabriel Pereira, funcionário que cuida diariamente da limpeza e do bem-estar dos animais, relatou ao g1 que Meg se anima quando está dentro da casinha dela, mas se esconde quando sai da zona de conforto.
Adoção responsável
Para quem deseja mudar o destino de animais como Meg e Ted, o processo exige cuidado e, principalmente, consciência. Também é necessário ser maior de idade e apresentar documento com foto e comprovante de residência.