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PARA ADOÇÃO

À espera de um lar: conheça Meg e Ted, os cães que vivem há 4 anos no abrigo de Presidente Prudente (SP)

Sem raça definida e com histórias de superação, animais enfrentam o preconceito contra animais adultos ou com deficiência e buscam uma segunda chance para receber carinho.

14 de março de 2026
8 min. de leitura
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Meg e Ted vivem há 4 anos no Abrigo Municipal de Presidente Prudente — Foto: Enzo Mingroni/g1

Entre brincadeiras e carinho, os animais têm o poder de alegrar qualquer casa. Muitos, porém, passam anos em abrigos esperando por uma família que lhes dê amor, e que eles possam retribuir. Neste sábado (14), Dia Nacional dos Animais, o g1 reforça a importância da adoção responsável e dos cuidados com cães.

No abrigo municipal de Presidente Prudente (SP), 49 cães aguardam adoção, incluindo Meg e Ted, que vivem no local há quatro anos.

Meg chegou ainda filhote, junto com os irmãos, e desde então espera por uma família que compreenda seu tempo e sua necessidade de confiança. Por ter convivido apenas com os cuidadores do abrigo, ela é um pouco tímida e precisa de paciência para se adaptar.

O desafio dos ‘invisíveis’

A história de Meg e Ted não é isolada. No abrigo, o tempo parece passar de forma diferente para os animais sem raça definida (SRD), adultos ou com alguma deficiência.

De acordo com o gerente do local, Guilherme Foltran da Silva, de 32 anos, existe um “funil” na adoção: enquanto filhotes saem em poucas semanas, os adultos podem passar a vida inteira esperando.

“Os animais adultos, os SRD [sem raça definida] e os que sofreram amputação demoram mais para serem adotados. Mas, por exemplo, já tivemos pitbull, pastor alemão e outros animais de raça que conseguiram adoção mesmo adultos. Os que mais demoram a encontrar um lar são os SRD adultos”, explicou Guilherme.

Ted, o cãozinho que perdeu uma das patas após um atropelamento, é um exemplo vivo de que a deficiência física não limita a alegria.

“Ele é um cachorro animado, ele brinca, faz tudo. Nem parece que ele tem três pernas, porque ele faz tudo”, contou o gerente.

Tempo do animal

Um dos pontos mais críticos abordados pela equipe do abrigo é o tempo de adaptação. Meg, que cresceu no canil, carrega o trauma de ter sido devolvida por ser “tímida demais”.

Gabriel Pereira, funcionário que cuida diariamente da limpeza e do bem-estar dos animais, relatou ao g1 que Meg se anima quando está dentro da casinha dela, mas se esconde quando sai da zona de conforto.

Meg e Ted vivem há 4 anos no Abrigo Municipal de Presidente Prudente — Foto: Enzo Mingroni/g1

Adoção responsável

Para quem deseja mudar o destino de animais como Meg e Ted, o processo exige cuidado e, principalmente, consciência. Também é necessário ser maior de idade e apresentar documento com foto e comprovante de residência.

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