DESTRUIÇÃO            

JBS é a empresa que mais contribui para o desmatamento na Amazônia

           
Imagem: Greenpeace

O Stand Research Group – antigo ForestEthics, que realiza pesquisas ambientais há quase 20 anos – concluiu em um relatório finalizado em novembro que a JBS – maior indústria de processamento de carne do mudo – é a empresa que mais contribui com o desmatamento da Amazônia.

Segundo o relatório e dados obtidos por sistemas de monitoramento, entre março de 2019 e março de 2021, a empresa foi ligada a mais de 91 mil hectares desmatados. Além disso, suas cadeias de abastecimento foram expostas a mais de 2,8 milhões de hectares de desmatamento na última década, todavia, o montante ainda deve ser muito maior.

A JBS também recebeu animais criados ilegalmente em áreas protegidas, como a Reserva do Rio Ouro Preto, Reserva do Rio Jacy-Paraná e Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau. De acordo com o portal Vegazeta, o relatório apresentou um mapa das zonas potenciais de compra de animais de 32 plantas da JBS na Amazônia Legal em 2016 e sobreposição com as áreas recentemente desmatadas.

“Todas as empresas que se abastecem direta ou indiretamente da JBS estão, portanto, ligadas ao desmatamento da floresta tropical amazônica”, os pesquisadores afirmam no documento.

Denúncias

A ONG Mighty Earth denunciou a JBS por ser responsável pelo desmatamento de 42.538 mil hectares da Amazônia e do Cerrado em fevereiro de 2021. As informações foram obtidas a partir da plataforma Soy & Cattle Deforestation Tracker da organização

O sistema demonstrou conexão entre as grandes fazendas desflorestadoras e os principais frigoríficos e compradores de soja destinada à ração animal.

“O Tracker combina dados de desmatamento por satélite quase em tempo real com a pesquisa investigativa da cadeia de suprimentos fornecida pelo grupo de pesquisa [holandês] Aidenvironment”, explicou a Mighty Earth.

Os dez maiores frigoríficos e traders de soja foram classificados em relação à redução e não contribuição ao desmatamento.

“Duas gigantes do agronegócio – JBS e Cargill – são as empresas de pior desempenho, com pontuações respectivas de 1 e 25 em uma avaliação de 100 pontos possíveis”, denunciou.

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