NOVA ZELÂNDIA            

Lobos-marinhos adultos e filhotes são mortos a tiros

           
Foto: Ilustração | Pixabay

Ao menos dezenove lobos-marinhos foram encontrados mortos em três pontos diferentes da costa de Kaikōura, sendo que oito deles identificados com balas de revólver.

O Departamento de Conservação (DOC) da Nova Zelândia e a polícia investigam o caso e estão à procura de mais informações sobre quem poderia ter efetuado os assassinatos. No mês de novembro, 11 lobos-marinhos foram descobertos mortos na Baía da Meia Lua e outras seis na colônia Ōhau Point, ao norte do município de Kaikōura.

Desde então, outros oito animais, incluindo um filhote, foram encontrados em uma faixa litorânea a alguns quilômetros dali.

Para o patologista da Universidade de Massey, as oito focas adultas morreram por ferimentos causados por tiros. As outras duas focas, um adulto e o filhote, não puderam ser examinados por conta do avançado estado de decomposição que os corpos estavam.

Não foi possível precisar a data dos ataques, mas as autoridades apontam que os lobos-marinhos morreram no mês passado.

Phil Bradfield, que é o gerente de operações do DOC em South Marlborough, disse que embora não soubessem a causa da morte dos 11 animais, o fato de terem morrido tão intimamente agrupados, torna o caso suspeito.

“É perturbador e profundamente decepcionante saber que alguém deliberadamente atirou e matou essas focas. Nossas cidades e o departamento de conservação (DOC) levam muito a sério qualquer dano a essa espécie, que é preciosa e legalmente protegida por nós. Esperamos que as pessoas nos ajudem com informações para encontrarmos logo quem é o responsável por esses assassinatos”, falou Phil.
Os investigadores preferiram não levar os corpos dos animais para o santuário de lobos-marinhos de Ōhau Point, para não causar perturbação entre as fêmeas grávidas e filhotes da colônia, que se reproduzem no local.

Foto: Ilustração | Pixabay

Bradfield contou ao portal Stuff.co.nz que alguns filhotes estavam aterrorizados e próximos dos corpos de alguns lobos-marinhos mortos, sinalizando que muito provavelmente esses corpos eram das mães dos filhotes.

Essa espécie vem restabelecendo suas populações no litoral de Kaikōura após um terremoto, em 2016, danificar extensas áreas do seu habitat.

Kaikōura é um hotspot (área com grande diversidade) da vida selvagem neozelandeza, que ao longo dos anos vem sofrendo com ataques indiscriminados contra os animais nativos.

Em 2020, um homem de 20 anos foi preso acusado de maus-tratos depois que um vídeo dele esfaqueando um bebê foca na frente de um amigo foi publicado na internet.

Em 2010, Hayden John Ingram foi condenado a trabalho comunitário após um ataque fatal a um leão-marinho fêmea e seu filhote na Península Kaikōura. Turistas tentaram impedir o homem, mas ele atirou no animal com uma arma de paintball e depois tentou esmagar o animal com um poste de metal. No mesmo ano, 23 focas, incluindo oito filhotes recém-nascidos, foram espancados até a morte no que o DOC descreveu como um ataque “insensível e covarde”, na colônia Ōhau Point. Peter Roy Large e Jason Godsiff foram condenados pelo espancamento dos animais. Os réus alegaram que viam as focas como pragas.

Na Nova Zelândia a punição por assediar, perturbar, ferir ou matar um mamífero marinho é a reclusão de até dois anos e o pagamento de multa, que pode chegar ao valor de US$250.000 (cerca de R$1.400.000).

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