FINAL FELIZ            

Cachorro desaparecido por 10 meses é encontrado a 100 km de distância de casa

Adotado há sete anos, Scruffy foi resgatado da rua pela família, que o encontrou enquanto aproveitava as férias de verão e que estava desesperada desde o seu desaparecimento            
Foto: DR

Um cachorro desaparecido por 10 meses voltou para casa após ser encontrado a cerca de 100 quilômetros de distância de casa. O retorno ao lar, que trouxe imensa felicidade aos tutores, só foi possível graças ao microchip de identificação implantado sob a pele do cachorro. O caso aconteceu em Portugal.

Tina Riley, tutora do cão Scruffy, contou à agência de notícias Lusa que a família nunca perdeu a esperança de rever o cachorro. “A gente rezava todos os dias para que ele voltasse para casa”, contou ao relatar as buscas pelo animal.

Na última semana, Tina recebeu um telefonema de uma senhora que a questionou sobre ser a tutora do cachorro, que desapareceu em Cabeceiras de Basto e foi encontrado na aldeia de Pinhal do Norte, em Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança.

Após confirmar que se tratava de Scruffy, a família teve que controlar a ansiedade para buscá-lo apenas na manhã seguinte, já que havia anoitecido e não era o melhor momento para fazer uma viagem. Mas ao amanhecer, a primeira coisa que os tutores fizeram foi entrar no carro e iniciar o trajeto até a aldeia.

Ansiosos, eles dirigiram contando os minutos para rever o cachorro, que foi identificado graças ao microchip, no qual continham informações de contato dos tutores, que não sabem como Scruffy conseguiu fugir de casa. Ela acredita que ele pode ter seguido alguém que passava pelo local ou que sido levado embora.

Adotado há sete anos, Scruffy foi resgatado da rua pela família, que o encontrou enquanto aproveitava as férias de verão. Abandonado, ele dormia no estacionamento de um hotel em Castro Laboreiro, no distrito de Viana do Castelo, quando foi adotado.

Logo após ser tirado da rua, o cachorro foi levado ao veterinário, recebeu tratamento e teve um microchip implantado sob sua pele durante um procedimento simples e indolor. Em seu novo lar, ele passou a ser tratado com muito amor e, pouco tempo depois, ganhou a companhia de uma cadela também resgatada da rua. De acordo com a tutora, os cães viveram um caso de “amor à primeira vista” e, desde então, eram inseparáveis.

O desaparecimento de Scruffy, portanto, foi doloroso não só para os tutores, mas também para a cadela. Após desaparecer, o cão chegou à aldeia de Pinhal do Norte e foi acolhido por uma família. Ao saber do caso, a associação ALDEIAVERDE usou um leitor de chip para descobrir se Scruffy possuía alguma identificação e foi assim que seus tutores foram encontrados.

“Foi emocionante o reencontro, o cão imediatamente reconheceu os tutores”, contou à Lusa a voluntária da ONG Luísa Vila Real. Segundo ela, a experiência na causa animal lhe permite “identificar quem está a sofrer com a separação” após um cão desaparecer.

A ativista aproveitou para mencionar “a importância das protetoras dos animais e das associações” e “acima de tudo, a importância da colocação do chip”. “Coloquem o chip nos vossos animais sempre”, orientou.

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