CRUELDADE            

Jacaré é encontrado morto com crânio esmagado em Cuiabá (MT)

O exame foi divulgado pela Perícia Oficial e Investigação Técnica (Politec) descartando possibilidade de morte natural ou atropelamento            
Jacaré foi morto por objetos ainda não identificados. G1 | Divulgação

Pedestres caminhavam pelo Parque das Águas, em Cuiabá (MT), quando avistaram um jacaré sem vida nas extremidades do lago. Em seguida, comunicaram aos funcionários da Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb), que ao retirarem o animal do lago, constataram golpes em sua cabeça e perfurações em seu corpo.

Os exames da Perícia Oficial e Investigação Técnica (Politec) apontam que o animal silvestre encontrado morto na manhã do dia 30 de agosto deste ano, foi vítima da ação humana.

Rosangela Ventura, perita criminal de Cuiabá, relatou ao G1 que está descartada a hipótese de incidente ou um único golpe. “Descarta-se atropelamento, incidente ou até mesmo um único golpe. Foram desferidos vários golpes no animal com o intuito de matá-lo. Descarta-se também que o animal não estava perto da pista de caminhada para ser alvo de um ataque momentâneo. Foi um ataque direto ao animal”.

O exame foi divulgado na última segunda-feira (11) pela Politec e a Polícia Civil confirma que a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA) recebeu o laudo com a causa da morte do jacaré.

O caso continua sendo apurado pela Delegacia para que novas informações sejam obtidas para a investigação. A DEMA conta com o depoimento de testemunhas e funcionários que frequentavam o parque no momento. Não há imagens de câmera de segurança.

O jacaré chegou a ser confundido com “Celso”, um animal que foi flagrado ‘atravessando’ faixa de pedestre em frente ao Parque das Águas e que ficou conhecido nas redes sociais.

Lei de crimes ambientais

Até setembro de 2020 vigorava a Lei de Crimes Ambientais 9.605/98, que estabelecia pena prévia de três meses a um ano de reclusão para o praticante de atos abusivos contra os animais, como mutilação ou maus-tratos, além de multa e perda da guarda. Com a sanção da Lei 1.095/2019, a punição aumenta para reclusão de dois a cinco anos.

Denuncie

Diante de qualquer irregularidade vista no parque, a secretaria do Meio Ambiente pede a denúncia através do telefone (65) 3645-5500 ou pelo número 190 (Polícia Militar).

Maus-tratos é crime e a denúncia é de extrema importância para a conservação e preservação da fauna e flora.

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