GROENLÂNDIA            

Urso-polar é ameaçado de morte por se envolver em conflitos com humanos

Famintos e desnutridos, os ursos polares estão cada vez mais perto de áreas habitadas por humanos, para onde migram em busca de alimento            
Foto: Pixabay/Ilustrativa

Um urso polar pode ser assassinado por ter se envolvido em conflitos com humanos na Groenlândia. O último caso ocorreu na madrugada de segunda-feira (2), quando o animal silvestre mordeu um membro de uma equipe de documentaristas.

Militares dinamarqueses relataram à agência de notícias AFP que o acidente aconteceu em um centro de pesquisas, situado a 400 metros da base militar de Daneborg, onde uma equipe de filmagem estava hospedada. Na ocasião, o urso enfiou a cabeça em uma janela mal fechada e mordeu um documentarista. Em seguida, a equipe afugentou o animal usando armas de alarme.

Logo após o acidente, o documentarista foi levado para a base militar, onde contou com a ajuda de militares que o encaminharam para Akureyri, na Islândia, onde recebeu socorro.

Desde então, o urso, envolvido em cinco incidentes com humanos, está ameaçado de morte. “As autoridades locais classificaram-no como um ‘urso problemático’, o que autoriza que seja morto se retornar”, disse o Comando do Ártico, como é denominado o quartel militar, em um comunicado.

Ursos desnutridos e famintos

O desastre ambiental ocasionado pelas mudanças climáticas levaram a região Nordeste da Groenlândia a sofrer uma forte onda de calor, com registro de 23,4ºC, temperatura considerada recorde para o país conhecido pelo frio intenso.

Com isso, os ursos sofrem, passam fome e ficam desnutridos. Isso porque o calor faz as bolsas de gelo recuarem, o que mantém esses animais por mais tempo em terra, longe de seu local de caça. Esse cenário também gera um aumento dos conflitos entre ursos e humanos, que ocorriam em circunstâncias raras e pontuais no passado.

Famintos, os ursos migram para locais habitados por seres humanos na ânsia de encontrar alimento. E quando se envolvem em conflitos com humanos, são ameaçados de morte, o que prejudica ainda mais a espécie, que já é considerada vulnerável e pode ser extinta por volta do ano de 2100, segundo um estudo publicado na Nature Climate Change em julho de 2020.

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