ANGÚSTIA            

Vaca criada como membro da família desaparece e tutora se desespera: ‘É como se fosse minha filha’

Preocupada com o bem-estar da vaquinha, a médica veterinária Mariana Perpétuo Dias, tutora de Anastácia, faz um apelo: "Eu só quero ela de volta"            
Foto: Mariana Perpétuo Dias/Arquivo pessoal

Anastácia teve a sorte de não ter o mesmo destino das vacas exploradas para a produção de leite e carne. Tratada como membro da família, ela sempre foi amada e respeitada por sua tutora, a médica veterinária Mariana Perpétuo Dias, de 31 anos, que agora se desespera sem ter notícias da vaca, que desapareceu em Ribeirão das Neves, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Na quinta-feira (22), o sumiço da vaca foi comunicado à Polícia Civil por meio de um boletim de ocorrência após a cerca da propriedade onde Anastácia vivia ser encontrada danificada. Ao falar da vaca de um ano e seis meses de vida, a veterinária não deixa dúvidas sobre a angústia gerada pelo desaparecimento do animal. “Eu só quero ela de volta, é como se fosse minha filha”, disse Mariana ao G1.

A vaca vivia na Fazenda Escola do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), no bairro Savassi. A primeira pessoa a perceber que o animal havia desaparecido foi o funcionário responsável por cuidar de Anastácia. Após notar que a vaca não estava em sua baia, o homem fez buscas durante dois dias em vários locais por onde a vaquinha costumava caminhar, mas não obteve sucesso.

No boletim de ocorrência, consta a informação de que o tratador de Anastácia teria percebido “que a cerca havia sido arrombada”, o que indicava que a vaca poderia ter sido levada por criminosos. As circunstâncias do sumiço do animal causaram estranheza para a tutora, isso porque quadrilhas que sequestram bois e vacas para matá-los para consumo humano costumam ter como vítimas animais mais gordos que Anastácia.

Foto: Mariana Perpétuo Dias/Arquivo pessoal

“Ela é de estimação mesmo. Os alunos da faculdade gostam muito dela. Ela estava doentinha. Alguma coisa estranha aconteceu. Lá tem outros animais mais gordos e levaram só a Anastácia. Quero ela de volta”, afirmou a veterinária, que mora em Belo Horizonte e viaja semanalmente até Ribeirão das Neves para visitar a vaquinha.

“É minha vaca e fica na fazenda da faculdade. Ligaram para o meu noivo para falar que ela tinha sumido. Eu pago o funcionário que cuida dela, compro alimentação, medicação, vacinas”, comentou a tutora ao falar dos cuidados que proporciona ao animal, que é tratado com muito carinho.

Na tentativa de localizar a vaquinha através de alguma testemunha que reconheça o animal, Mariana informou que Anastácia é da raça holandesa, tem chifres, pesa 350 kg e tem uma mancha em formato de coração na cabeça.

Sob investigação

Um procedimento foi instaurado pela Polícia Civil e o caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil em Ribeirão das Neves. No entanto, embora as diligências policiais tenham sido iniciadas, até a manhã desta sexta-feira (23) nenhum suspeito havia sido preso.

Foto: Mariana Perpétuo Dias/Arquivo pessoal

A UniBH informou que está colaborando com as investigações e que lamenta o desaparecimento da vaquinha. Por meio de nota, a instituição informou que “a área, que faz divisa com a rodovia BR-040 e com outras fazendas da região, teve as cercas cortadas”.

De acordo com a universidade, assim que o arrombamento e a ausência da vaca foram observados, a instituição “acionou imediatamente a Polícia Militar, e o Boletim de Ocorrência foi registrado”. “O UniBH se solidariza com a tutora e ressalta que está colaborando com as investigações. A instituição reforça ainda que se trata de um caso isolado”, conclui o comunicado oficial.

Foto: Mariana Perpétuo Dias/Arquivo pessoal

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