AÇÃO HUMANA

Produtos químicos e poluição plástica são as maiores ameaças para os animais marinhos

Foto: Ilustração | Pixabay

O aumento da poluição de produtos químicos e plástico são contribuintes “significantes” para o declínio de peixe e outros organismos aquáticos. Os impactos são tamanos que estão sendo perdidos pelos reguladores, de acordo com o relatório de ambientalistas.

O relatório Poluentes Aquáticos em Oceanos, da Rede Internacional de Eliminação de Poluentes e da Rede Nacional e da Rede Nacional de Tóxicos, reúne pesquisas científicas de como a poluição está afetando adversamente a cadeia alimentar aquática e cataloga os “impactos graves” de “assassinos invisíveis”, como poluentes orgânicos persistentes e nutrientes em excesso na imunidade, fertilidade, desenvolvimentos e sobrevivência de animais aquáticos.

Nisso, cientistas argumentam que a regulação da pesca nem sempre leva em consideração dados biologicamente e cientificamente relevantes sobre todos os contribuintes para a saúde das populações de peixe, levando uma “visão estreita” dos números decrescentes com base nas taxas de captura de cotas e esforço. “Os reguladores ainda não perceberam o impacto da poluição”, diz o relatório.

“Muitas pessoas pensam que os declínios dos peixes são apenas os resultados da pesca excessiva”, diz Dr. Matt Landos, o coautor do relatório e diretor do Serviço Veterinário de Futuro Peixes, uma consultoria com sede em New South Wales, Austrália. “ Em fato, toda cadeia alimentar aquática tem sido seriamente compromissada, com menos e menos peixes no topo, perda de invertebrados nos sedimentos e colunas de água, algas marinhas menos saudáveis, corais e outros habitats, bem como uma proliferação de bactérias e a proliferação de algas tóxicas.

Cerca de 90% da população de peixe do mundo são totalmente pescadas ou sobrepesca, de acordo com a Organização de Comida e Agricultura, uma agência das Nações Unidas.

O uso de produtos químicos, que aumentou nas últimas décadas, provavelmente aumentará ainda mais nos próximos anos, e seus efeitos serão exacerbados pelas mudanças climáticas, o relatório alerta.

Estima-se que 80% das poluições por produtos químicos nos mares é originado em terra, mas historicamente, a regulação dos poluentes da água tem se concentrado nas descargas de fim de linha. Emissões difusas de produtos químicos tóxicos, particularmente no ambiente aquático, são complexas e difíceis de detectar, monitorar ou regularizar, as notas do relatório.

As principais áreas de preocupação identificadas são as de liberações industriais de bifenilas policloradas (PCBs), dioxinas e outros produtos químicos em rios, córregos, lagos e oceanos, bem como poluentes industriais históricos lançados por dragagem. Pesticidas, apresentam níveis prejudiciais em ambientes aquáticos, e resíduos farmacêuticos, agora encontrados nas águas marinhas e costeiras, bem como em rios e córregos, também de grande preocupação, o relatório diz.

Landos foi coautor em um relatório em 2019 que concluiu que a regulamentação e o manejo de pesticidas em Queensland falaram em evitar a poluição contínua na bacia hidrográfica da Grande Barreira de Corais.

Em 2019 um estudo global de 165 rios, em 72 países citados no relatório foram achados no mínimo um antibiótico em dois terços dois locais estudados e níveis não seguros de antibióticos em 15% dos locais. O mais comum é o trimetoprim, usado para tratar infecções do trato urinário.

O relatório cita pesquisas mostrando que microplásticos atraem, concentram e aumentam outros produtos químicos tóxicos persistentes do ambiente aquático circundante em suas superfícies. Microplásticos têm sido encontrados em espécies de peixes comerciais ao redor do mundo. A exposição a micro plásticos tem sido associada com efeitos negativos nos organismos aquáticos, incluindo aumento da resposta imunológica, diminuição do consumo de alimentos, diminuição na fertilidade e efeitos nas gerações subsequentes (seguintes).

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