DESESPEITO À VIDA            

Vídeo mostra jóquei gargalhando montado em cavalo morto

           
Rob James | Foto: Reprodução | Twitter

O jóquei Rob James foi fotografado sentado em cima de um cavalo morto e a imagem rapidamente viralizou nas redes sociais. A cena, que demonstra claro desrespeito à vida do animal, foi registrada apenas um dia após o treinador irlandês Gordon Elliott fazer o mesmo. Elliott foi criticado por associações de hipismo e está proibido de participar de corridas temporariamente.

Gordon Elliott | Foto: Reprodução | Daily Mail

Rob pediu desculpas, mas sua atitude inconsciente e irresponsável, juntamente com o mal exemplo dado por Elliott, já gerou repercussões negativas para a imagem da indústria hípica. Treinadores e jóqueis estão usando suas redes sociais para manifestar repúdio a ação dos colegas na tentativa de demonstrar que os episódios são casos isolados.

As circunstâncias em que os cavalos morreram não foram esclarecidas. Denúncias de maus-tratos a cavalos em competições de hipismo, infelizmente, não são raras. Em 2017, um cavalo foi covardemente agredido com um soco na cabeça durante um evento de hipismo na cidade de Tramore, no Sul da Irlanda. O ato de violência extrema foi cometido pelo jóquei Davy Russell.

Também em 2017, o jóquei australiano Dylan Caboche foi flagrado agredindo uma égua com socos na região dorsal do animal. Ele foi apenas suspenso por duas semanas.

Exploração e morte em alguns países

O abuso animal em corridas sempre é mascarado com a falácia de cavalos explorados em corridas são “tratados como atletas”, o que muitas pessoas que frequentam e são entusiastas destes eventos não sabem é a punição que os animais que não conseguem chegar em primeiro na linha de chegada recebem. Enquanto os vencedores recebem cuidados de qualidade para continuar a dar lucro aos seus algozes, os perdedores são enviados para leilões e matadouros.

Informações divulgadas pela Forbes apontam que mais de 10 mil cavalos são vendidos em leilões, encarcerados em caminhões superlotados e enviados para matadouros no México e no Canadá todos os anos. Nos EUA, o assassinato de cavalos é proibido, mas isso não impede que os animais sejam exportados e mortos em outros locais. Esses animais nasceram, sofreram e viveram apenas para fornecer lucro e entretenimento para os seres humanos.

Foto: Pixabay

Além do destino dado aos animais, há também muito questionamentos e denúncias quanto aos métodos de treinamento, reprodução e criação. Através de cruzamentos genéticos para tornar os animais mais velozes, cavalos estão ficando com os tornozelos e patas cada vez mais finos, o que resulta em fraturas e luxações extremamente dolorosas que não serão tratadas. Nas corridas, um animal ferido é um animal morto. Não há prerrogativa de guarda responsável.

Um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) afirma que 92,3% dos cavalos enviados para o matadouro são saudáveis ​​e perfeitamente adequados para uma vida normal. Infelizmente, não há santuários suficientes e nem pessoas dispostas a adotá-los e darem a eles uma vida digna. As únicas soluções possíveis para evitar novas vítimas são legislações que proíbam a prática e a conscientização da população.

Se não existir público, não haverá patrocinadores e demanda de novas corridas. A vida destes animais depende de uma simples escolha: não financiar.

Comente

Comunicar erro

Obrigado por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta.

Faça uma doação
               

Veja Também

ir para o topo