Desmatamento aumenta enquanto a Amazônia entra em época de seca e queimadas

           
Imagem do Rio Guaporé, na Amazônia
Pixabay

O sistema de alerta de desmatamento do INPE detectou 1.034 km quadrados de novas clareiras em Junho de 2020, totalizando 9.564 km quadrados de redução de matas nos últimos 12 meses, o que representa um aumento de 89% desde 2019.

A extensão do desmatamento no último ano é o maior registrado desde que o INPE começou a liberar números mensais em 2007.

A taxa de desmatamento anual aumentou 96% desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, em Janeiro de 2019.

Sob pressão das grandes empresas e da União Europeia o governo decretou, na última semana, uma proibição de 120 dias das queimadas na Amazônia. Tropas do exército foram enviadas à região com o objetivo de conter o fogo. No entanto, os incêndios já estão em andamento – mesmo sendo o início da temporada de seca -, de acordo com a análise das informações de satélite do projeto de Monitoramento da Amazônia Andina (MAAP).

O MAAP descobriu que houve 14 incêndios de grandes proporções na Amazônia desde o início desse ano até o dia 2 de julho. A análise dos dados exclui áreas de pastagens e matagais, o que nos fornece somente informações sobre queimadas em áreas de floresta.

O desmatamento vem aumentando no Brasil desde 2012, mas os índices aceleraram dramaticamente nos últimos 18 meses, enquanto o governo Bolsonaro relaxou leis de proteção, desmembrou áreas de conservação ambiental e de proteção à terras indígenas, promoveu a mineração e a conversão de áreas de floresta em áreas para indústria e tentou promulgar políticas de enfraquecimento às leis de proteção ambiental na região.

Cientistas alertaram que a floresta amazônica pode estar se aproximando de um ponto crucial de transição para um clima seco, muito similar ao ecossistema da savana africana. Tal transição poderá gerar impactos significativos e permanentes nos padrões de chuvas locais e regionais, desencadeando a liberação de uma quantidade incrível de carbono na atmosfera.


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