Milhares de cavalos e éguas grávidas são mortos pela indústria da carne no Japão

           

A mudança tem ocorrido, porém, existem indústrias que continuam funcionando e que muitas pessoas desconhecem, como é o caso da matança de cavalos para o consumo humano.

Cavalos espremidos em caixas de madeira
Foto: Reprodução/Change

Os cavalos são rotineiramente mortos por suas carnes no Canadá e no México. Cerca de 100 mil deles têm um destino trágico anualmente, independentemente da idade, raça ou condição.

Uma das características mais sombrias dessa indústria é a exportação de cavalos vivos de Calgary, Alberta (Canadá) para o Japão. Trata-se de um segredo que permaneceu escondido por anos.

A indústria da carne de cavalos é composta por muitas partes. Não existem matadouros de cavalo legalizados nos Estados Unidos e os animais destinados à morte são enviados para matadouros no Canadá ou no México.

Muitas vezes, eles viajam distâncias muito longas em caminhões de transporte superlotados sem nenhum alimento ou a água. Há uma crença equivocada de que apenas os cavalos idosos, mancos ou doentes irão para o matadouro. Ao contrário, isso está longe da realidade.

Cavalos jovens, saudáveis e até mesmo éguas grávidas podem ser mortos  para a carne assim como aqueles explorados pela indústria de corridas. Mesmo o companheiro amado de uma criança pode ser deixado em uma casa de leilões, comprado por alguém que irá matá-lo e colocá-lo em um caminhão de transporte. A maneira como tratamos essas magníficas criaturas é bárbara.

Exploramos esses animais continuamente para nossos próprios propósitos e os descartamos quando eles deixam de gerar lucro. Para piorar, há outro lado da indústria que permaneceu secreto por muito tempo: a exportação de cavalos vivos para o Japão.

Exportação de animais vivos do Canadá para o Japão

Todos os anos, aproximadamente sete mil cavalos vivos são enviados de Calgary, Alberta para o Japão, para serem mortos por suas carnes.

Esta é uma indústria que tem sucesso em esconder seus segredos sombrios do público. Graças ao grupo de defesa dos animais Canadian Horse Defense Coalition (CHDC) a prática está finalmente recebendo a atenção apropriada.

Em 2012, a CHDC emitiu o primeiro comunicado para a imprensa sobre o assunto: “Uma filmagem de cavalos de Alberta enviados ao Japão para morrerem mostra que a Agência Canadense de Inspeção de Alimentos (CFIA) está violando seus próprios padrões estabelecidos no Regulamento de Saúde de Animais. As regras proíbem o transporte de todos os animais em condições que expõem os animais a ferimentos ou ao sofrimento indevido”.

O vídeo obtido pelo CDHC também mostrou que os cavalos eram eletrocutados para entrarem nos caminhões de transporte que viajavam ao Aeroporto Internacional de Calgary.

Os animais são espremidos em precárias caixas de transporte de madeira, muitas vezes com inúmeros outros cavalos no mesmo espaço estreito. As caixas são tão pequenas que impedem que eles possam permanecer na posição natural.

Esses belos animais não estão sujeitos somente a altos níveis de estresse contínuo, como também há diversos casos de cavalos que caíram durante a decolagem e  o pouso enquanto estavam presos, o que provocou ferimentos graves e até mesmo a morte.

Durante os trajetos, os cavalos  podem ficar presos por mais de 36 horas – o tempo máximo permitido para que um equino fique sem alimento e água de acordo com a (CFIA).

Quando chegam ao destino, os cavalos são transportados para um local de confinamento onde permanecerão até alcançarem o peso desejado para serem mortos.

Cada um possui um valor estimado de aproximadamente US$ 20 mil, mostrando que suas vidas são reduzidas a apenas ganhos financeiros.

Há anos, a Canadian Horse Defense Coalition trabalha para expor a indústria de exportação de animais vivos. As investigações frequentes mostraram as terríveis condições enfrentadas por eles durante o transporte para serem mortos em outro continente onde as leis canadenses não possuem jurisdição. Enquanto o lucro for priorizado, as leis serão ignoradas e os cavalos morrerão.

Comente

Obrigado por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta.

Faça uma doação
               

Veja Também

ir para o topo