SAÚDE HUMANA            

Estudo da Universidade de Oxford associa consumo de carne a maior risco de doenças cardíacas

A conclusão dos pesquisadores foi de que pessoas que consomem diariamente mais do que 50 gramas de carne não processada, de boi, cordeiro e porco, têm aumento em 9% no risco de desenvolver doenças do coração            
Foto: Pixabay

Um estudo realizado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, concluiu que pessoas que consomem carne processada e não processada correm um risco maior de desenvolver doenças cardíacas do que quem não consome esses produtos. As informações foram publicadas no periódico Critical Reviews in Food Science and Nutrition.

Divulgado recentemente pela universidade, o estudo de autoria de pesquisadores do Departamento de Saúde Populacional de Nuffield teve como base a revisão sistemática de evidências sobre doenças cardíacas.

A conclusão dos pesquisadores foi de que pessoas que consomem diariamente mais do que 50 gramas de carne não processada, de boi, cordeiro e porco, têm aumento em 9% no risco de desenvolver doenças do coração. Esse risco aumenta em 18% para quem ingere a mesma quantidade de carne processada, como bacon, salsicha, presunto e linguiça.

“Isso pode ser devido ao alto teor de gordura saturada na carne vermelha e de sódio (sal) na carne processada. A alta ingestão de gordura saturada aumenta os níveis de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL), o que é prejudicial, enquanto o consumo excessivo de sal aumenta a pressão arterial. Tanto o colesterol LDL quanto a pressão alta são fatores de risco bem estabelecidos para doenças coronárias”, diz o estudo.

Coautor da pesquisa, o Dr. Keren Papier, do departamento de Saúde Populacional de Nuffield, mencionou que a “carne vermelha e processada têm sido consistentemente associadas ao câncer de intestino e nossas descobertas sugerem um papel adicional nas doenças cardíacas. Portanto, as recomendações atuais para limitar o consumo de carne vermelha e processada também podem ajudar na prevenção de doenças cardíacas coronárias”.

Os argumentos do especialista são reforçados pela Dra. Anika Knüppel, também do Departamento de Saúde Populacional de Nuffield. “Sabemos que a produção de carne é um grande contribuinte para as emissões de gases de efeito estufa e precisamos reduzir a produção de carne e, portanto, o consumo para beneficiar o meio ambiente. [Agora] nosso estudo mostra que uma redução na ingestão de carne vermelha e processada traria benefícios pessoais à saúde também”, pontuou a coautora do estudo.

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