EnglishEspañolPortuguês

Vigilância de Saúde de Porto Alegre (RS) nega-se a fazer resgate de rottweiler abandonado

6 de julho de 2010
2 min. de leitura
A-
A+

Na madrugada desta terça-feira (6) foi encontrado um cão da raça rottweiler abandonado na Rua Dom Pedrito, em Porto Alegre (RS). ” É um cachorro mal cuidado, magro. Tivemos que deixá-lo preso do lado de fora do portão. No começo ele tentava morder quem se aproximasse. Mas já demos água e comida e agora ele ficou mais manso”, disse Cláudio Rodrigues, morador da região.

 

(Foto: Ronaldo Bernardi )

Os moradores ligaram para a prefeitura, Bombeiros e Brigada Militar, para fazerem o resgate do cachorro, mas não receberam atendimento. Segundo o secretário adjunto da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, José Carlos Sangiovani, desde junho de 2009 o órgão não recolhe mais animais alegando “não poder exterminá-los”.

“A lei estadual determina a ressocialização desses cães. Não temos como fazer a captura destes animais”, afirmou Sangiovani, referindo-se à lei estadual 13.193 que proíbe qualquer canil de exterminar animais que não têm “perfil” para adoção.

De acordo com a promotora de Justiça de Meio Ambiente Anelise Steigler um inquérito civil já foi instaurado para apurar a falta de políticas públicas para o bem estar dos animais domésticos.

— Temos a necessidade de ter um abrigo, mesmo que temporário, para acolher esses bichos. Temos que averiguar políticas para recolhimento, castração e tratamento destes animais.

Uma viatura da Brigada Militar esteve no local às 16h aguardando o Corpo de Bombeiros, que fará o recolhimento do rottweiler. Segundo o tenente Álvaro Nicolau Pereira, do 11ª Batalhão da Brigada Militar, o animal será treinado para atuar juntamente com os policiais.

Com informações do Diário Gaúcho e do Zero Hora

Nota da Redação: O indolência das autoridades, que se negam a resgatar um animal abandonado, deixando de cumprir com sua obrigação perante a sociedade, é um ultraje. Prevaricação, ou seja, deixar de praticar devidamente um dever público, é crime previsto pela lei. Portanto, é ilícito argumentar “não temos como fazer a captura destes animais”. Isso se chama crueldade, má vontade, canalhice e dá (ou deveria dar) cadeia. A pena prevista para o responsável por esse tipo de conduta é de detenção, de 3 meses a 1 ano, e multa. É também muito triste que o cachorro seja obrigado a “trabalhar” junto aos policiais, fazendo algo totalmente alheio à sua natureza.

Você viu?

Ir para o topo