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DESCASO

Sem fiscalização, animais seguem carregando carroças e sendo maltratados nas ruas do Recife (PE)

A regulamentação da lei que proíbe a prática foi publicada em 2019, e a previsão era de que fosse efetivada até 2021. No entanto, o prazo foi estendido pela Prefeitura do Recife até 2023 diante das dificuldades trazidas pela pandemia

16 de junho de 2022
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Edilson Barbosa, de 43 anos, e Alciclésio do Nascimento, 70, encontram o sustento no cavalo Boneco – FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM

Mesmo regulamentada em 2019, seis anos após ter sido sancionada, a Lei de Tração Animal segue sendo descumprida no Recife em 2022 – sem que haja uma previsão para que de fato a proibição comece a vingar. Diariamente, é comum assistir a cenas em que cavalos, burros e jumentos transportam cargas pesadas por pessoas, muitas em vulnerabilidade social, que encontram neles seu único modo de sustento.

Uma reportagem do JC rodou a capital pernambucana e encontrou, em menos de uma hora, quatro carroças sendo levadas por cavalos na manhã de quarta-feira (15), tanto no Centro da cidade, no Bairro da Boa Vista, quanto na Zona Norte, no Arruda. Uma delas era conduzida, inclusive, por menores de idade.

Essa é uma prática que já não deveria mais existir. Isso porque o decreto que instituiu a regulamentação previa que a circulação de veículos de tração animal e a condução de animais com cargas no Recife fosse permitida, até 2021, somente em ruas com menor fluxo de veículos e em determinados horários. Depois disso, seriam terminantemente proibidas.

No entanto, alegando as dificuldades trazidas ao município pela pandemia da covid-19, o prazo foi ampliado em mais dois anos. Agora, o município tem até março de 2023 para capacitar os condutores para obter outras fontes de renda e, então, fiscalizá-los e puni-los caso descumpram a legislação.

 

Fonte: JC

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