O novo SeaWorld, localizado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, é mais um projeto de exploração e confinamento de animais. São focas, tubarões, golfinhos e outras espécies vivendo em cativeiro para exploração humana. O SeaWorld Abu Dhabi afirmou que manteria mais de 68 mil animais marinhos em suas instalações.
As reflexões geradas pelo documentário “Blackfish”
Vários problemas e violações foram detectados na última década. Em dezembro do ano passado, o Departamento de Agricultura dos EUA descobriu um golfinho “sangrando ativamente” e níveis excessivos de cloro em seus tanques. Embora a Associação de Zoológicos e Aquários (AZA) tenha certificado todos os parques do SeaWorld, a rede ainda não apresentou um pedido de credenciamento para sua localização em Abu Dhabi, de acordo com Jennifer DiNenna, diretora de credenciamento da AZA.
Críticas ao SeaWorld
O novo parque abriga mais de 150 espécies de vida marinha, e muitas delas são obrigadas a participar de shows. Essas apresentações incluem frequentemente golfinhos. No ano passado, um ex-treinador do SeaWorld revelou que os animais são rotineiramente privados de comida antes dos shows e mantidos em tanques pequenos.
“O SeaWorld faz parte de uma indústria construída sobre o sofrimento de seres sociais e inteligentes que são privados de tudo o que é natural e importante para eles”, disse Jason Baker, vice-presidente sênior de campanhas internacionais da PETA. “Na natureza, os golfinhos vivem em grupos sociais grandes e complexos e nadam longas distâncias todos os dias. Em cativeiro, eles só podem nadar em círculos sem fim dentro de tanques que, para eles, são equivalentes a banheiras.”
Em dezembro do ano passado, o SeaWorld teria enviado 24 golfinhos, incluindo dois animais “resgatados”, para Abu Dhabi. Essa decisão levou a PETA e vários outros grupos a pedirem a libertação dos golfinhos antes da abertura do parque, mas não receberam resposta por parte da empresa do parque de diversões.