EnglishEspañolPortuguês

ESPERANÇA

Plantas começam a renascer e animais voltam para Parque do Juquery após incêndio

Câmeras instaladas por membros do Grupo de Resgate de Animais em Desastres (GRAD) registraram animais retornando ao parque

3 de setembro de 2021
Mariana Dandara | Redação ANDA
2 min. de leitura
A-
A+
Foto: Reprodução

Parte da vegetação do Parque Estadual do Juquery, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, começou a renascer quase dez dias após um incêndio de grandes proporções destruir 85% da reserva ambiental. A resiliência da natureza, porém, não está presente apenas no renascimento da flora, mas também no retorno ao parque de animais silvestres que deixaram o local para fugir do fogo.

Câmeras instaladas por membros do Grupo de Resgate de Animais em Desastres (GRAD) registraram animais retornando ao parque. Durante o incêndio, cerca de 24 foram resgatados pela instituição, mas 12 morreram.

Até o momento, foi registrada a presença de gambás, tatus, quatis, além de uma jaguatirica e uma capivara. Várias aves também foram flagradas chegando ao parque após o incêndio. “Aos poucos, esse pedacinho de Cerrado irá voltar à vida novamente. Parabéns à equipe do parque, que vem desenvolvendo ações que irão acelerar esse renascimento”, disse a ONG.

No último final de semana, chuvas caíram sobre a Grande São Paulo, permitindo que a vegetação do Parque do Juquery voltasse a brotar.

De acordo com a Fundação Florestal, responsável por parques e reservas do estado de São Paulo, o plano de recuperação do Parque Estadual Juquery “compreende, num primeiro momento, o constante monitoramento do processo de regeneração natural dos campos de cerrado, que apresentam uma vegetação resistente ao fogo devido à fisiologia do sistema radicular das gramíneas nativas”.

Foto: Reprodução

“Intervenções pontuais poderão ser realizadas ao longo do processo natural caso se verifique a necessidade do controle de exóticas ou se as gramíneas não estiverem renascendo dentro do ciclo natural”, acrescentou.

Em entrevista ao Jornal Hoje, da Globo, o engenheiro florestal Tasso Azevedo, coordenador da ONG MapBiomas, o parque deve se regenerar rapidamente, por ser essa uma característica do Cerrado. No entanto, os animais precisarão de ajuda até que a própria natureza forneça alimentos para eles.

“A vegetação se recupera rápido, mas para a fauna é trágico. Se sobreviver ao fogo, não tem comida, porque queimou a vegetação. E é difícil achar água. Então, você tem o impacto do fogo e você tem o impacto do pós-fogo, né? A frequência [com que a queimada acontece numa área] e a extensão do fogo é muito importante pra [sobrevivência] da fauna”, afirmou.

Você viu?

Ir para o topo