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VÍTIMAS

O novo horror digital: vídeos de tortura de animais nas redes sociais crescem no Brasil

5 de julho de 2026
2 min. de leitura
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Veiculado nas redes sociais, um vídeo extremamente chocante, com cenas de violência explícita, virou caso de polícia. Nele, a empresária paulistana Daiana Schuinsekel de Almeida aparecia usando roupas provocativas enquanto esmagava, com a sola de uma sandália plataforma, filhotes de animais indefesos. O vídeo fazia parte de uma série em que a matança se repetia com coelhos, gatos e até pintinhos. As imagens dessa macabra — e revoltante — transmissão ao vivo eram vendidas para grupos fechados europeus ligados ao chamado “animal crush” — termo em inglês usado para designar uma prática hedionda, o fetiche por esmagamento de animais. Após uma denúncia apresentada por uma ONG da Bulgária, Daiana foi presa pela polícia em São Paulo em maio.

A crueldade contra animais sempre existiu e é crime, mas encontrou nas redes sociais um ambiente fértil para transformar a barbárie em negócio. Vídeos de tortura passaram a ser produzidos sob encomenda, vendidos em grupos fechados e compartilhados infinitamente. O problema é global e por aqui já vem chamando a atenção da polícia, de organizações internacionais e do Congresso Nacional. Segundo dados do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil de São Paulo, só no primeiro trimestre deste ano o número de ocorrências envolvendo vídeos de tortura animal superou o registrado em todo o ano de 2025. Mais de 1 000 animais vítimas de violência para gravações na internet foram resgatados.

INDEFESO - Crueldade com cães: uma das vítimas do zoossadismo
INDEFESO - Crueldade com cães: uma das vítimas do zoossadismo (Noel Celis/AFP)

Embora esteja sediado na capital paulista, o Noad monitora casos em todo o país. O núcleo identificou vídeos mostrando o abate cruel de aves por meio de torções de pescoço e pisoteamento no Rio Grande do Norte. A investigação conduzida pela Polícia Civil da região e pelo Ministério Público levou, em junho, à prisão de uma mulher de 44 anos suspeita de cometer maus-tratos contra animais, gravar as cenas e comercializar o conteúdo pela internet. Segundo o Ministério Público, as imagens revelavam que as vítimas “continuavam se debatendo”, evidenciando sofrimento intenso.

Fonte: Veja

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