EnglishEspañolPortuguês

Novo protesto cobrou soltura de cães da Universidade de Maringá

22 de outubro de 2011
4 min. de leitura
A-
A+

Um novo protesto da ONG Anjos dos Animais cobrou a libertação dos cães usados em pesquisas na Universidade Estadual de Maringá (UEM) pelo Departamento de Odontologia.

A manifestação foi realizada ontem, perto da Biblioteca Central da universidade, e bloqueou uma pista da Rua Lauro Werneck, próximo ao portão da instituição. Nesta semana, a Justiça proibiu temporariamente o uso dos cachorros em experimentos.

A presidente da ONG, Eloisa Murta, quer que a UEM solte os dez cães – sete beagles e três vira-latas – que estão no Biotério e entregue-os à entidade até que a ação seja julgada. Já há um plano traçado para assim que os cachorros deixarem a universidade.

“Todos serão levados para clínicas veterinárias, onde serão examinados.” Os sete beagles ficarão, provisoriamente, em Londrina, na casa da professora de Letras da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Angela Lamas, autora da denúncia contra os maus tratos.

“Eu me disponho a adotar um ou dois.” Os três vira-latas ficarão em abrigos provisórios da Anjos dos Animais, em Maringá.

Na página do Facebook “Liberdade aos beagles da UEM“, mais de 40 pessoas de vários Estados demonstraram interesse em adotar os cachorros. Também há gente disposta a doar dinheiro para os voluntários que abrigarão os cães. Uma ONG da Inglaterra já teria se comprometido a enviar dinheiro para cuidar dos animais.

A liminar que proíbe o uso dos cães em pesquisa foi concedida pelo juiz da 5ª Vara Cível, Siladelfo Rodrigues da Silva, e motivada por denúncias de maus-tratos. O pedido foi feito pelo promotor do Meio Ambiente, José Lafaieti Barbosa Tourinho, que no início do mês ajuizou ação civil pública.

Protesto pela soltura de beagles; juiz pediu ajuda ao vice-governador (Foto: Reprodução/ O Diário)

O processo é resultado da denúncia feita no ano passado pela professora Angela.

Um laudo do Conselho Regional de Medicina Veterinária, citado na ação, apontou uma série de irregularidades no tratamento dos cães, que vão desde o uso de analgésico insuficiente ao método inadequado de eutanásia.

Na quinta-feira, o juiz federal Anderson Furlan recorreu ao vice-governador Flávio Arns para solucionar o impasse. A princípio, segundo ele, a UEM se recusa a entregar os animais.

“Eu expliquei a situação e o vice-governador me disse que iria conversar com o reitor para ter uma visão completa do caso e tentar uma solução que importasse em menos sofrimento aos cães”.

Adoção
40 pessoas, de vários Estados, já ofereceram abrigo para os cães, caso sejam soltos

Assista ao vídeo da reportagem sobre o protesto.

Promotor colhe denúncia de ativistas no caso dos beagles da UEM

No último dia 17, o juiz Siladelfo Rodrigues da Silva, da 5ª Vara Cível de Maringá, concedeu liminar proibindo qualquer novo experimento com cães no Biotério Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Para ativistas, não é o suficiente. No início da tarde de ontem (21), o segundo manifesto em duas semanas cobrou novamente a libertação dos cães.

Foto de um cão submetido aos experimentos (Fonte: MP)

Após o manifesto, defensores dos animais – entre eles a professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Ângela Lamas, que fez a primeira denúncia de maus-tratos aos beagles no biotério da UEM – se dirigiram à Promotoria do Meio Ambiente. O promotor Lafaieti colheu a denúncia verbal de que os cães que estariam em pior estado teriam sido eutanasiados recentemente.

Segundo a ONG Anjos dos Animais, há atualmente 7 beagles e 3 cães sem raça no canil do biotério. Contudo, na ação do MP são mencionados 14 cães, sendo 10 beagles e 4 sem raça. “Aqueles cães eram a prova de que havia maus-tratos aos beagles da UEM”, diz Flávio Mantovani, um dos ativistas que pede a liberação dos cães.

Diálogo

Ontem, a pedido dos ativistas, Lafaieti entrou em contado com o reitor da UEM, Júlio Santiago Prates Filho, que teria se comprometido a adotar todos os cuidados com os animais. O reitor também ouviu apelos de liberação dos cães – pedido que já aguarda decisão judicial –, mas antecipou ao promotor que se reunirá com os pesquisares na próxima segunda-feira, para ver o que pode ser feito. À imprensa, a UEM informa que só se posicionará a respeito após ser notificada formalmente.

Fonte: O Diário

Você viu?

Ir para o topo