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Nascimento de filhote de gorila acirra debate sobre existência dos zoos em MG

11 de agosto de 2014
2 min. de leitura
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gorila

O nascimento do filhote dos gorilas Leon e Lou Lou no Zoológico de Belo Horizonte, primeiro da espécie a vir à luz na América do Sul, foi muito celebrado por moradores da capital. O fato, porém, reacendeu uma antiga polêmica. Muitas pessoas usaram as redes sociais para criticar zoológicos e defender que sejam extintos, alegando que os ambientes oferecidos por eles causam sofrimento aos animais. O Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas (CRMV-MG) afirma que as instituições são importantes centros de pesquisa e conservação ambiental. Em meio à controvérsia, a quantidade de zoológicos em Minas caiu 80,6% nos últimos 25 anos, passando de 62, na década de 1990, para 12, segundo a superintendência mineira do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama/MG).

O debate nas redes sociais esquentou logo após ser divulgada a notícia do nascimento do filhote, na terça-feira. O fundador do Núcleo Fauna de Defesa Animal, Franklin Oliveira, por exemplo, compartilhou no Facebook matéria do Estado de Minas sobre o fato e escreveu um lamento: “Mais uma pobre criatura para viver uma vida toda presa sem conhecer a natureza e a liberdade”. A publicação acabou virando um fórum de discussão, com dezenas de comentários calorosos, a maioria contrária à existência de zoológicos.

Essas opiniões são reforçadas por uma líder do Movimento Mineiro pelos Direitos Animais, Adriana Cristina Araújo. “A gente fica feliz em saber que mais um animal nasce, mas lamenta que nasce para ser escravizado, para viver aprisionado em um lugar muito limitado”, afirma sobre o parto ocorrido em BH. Ela critica a ideia de que zoológicos sirvam para estimular o cuidado com o meio ambiente, argumento usado por representantes do setor. “Esses lugares deseducam as pessoas, que se acostumam a ver animais presos. Eles devem ser vistos na natureza”, alega. Ela defende a ampliação dos espaços destinados aos bichos e a criação de restrições à visitação pública: “Os visitantes devem estar em grupos pequenos. Monitores devem acompanhá-los, para passar informações e garantir que ninguém faça algo que possa estressar os animais, como barulho”.

Fonte: em.com.br

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