Em uma fazenda em Santo Antônio de Leverger, a poucos quilômetros de Cuiabá (MT), uma galinha passou a atuar como “babá” de uma ninhada de filhotes de cachorro, assumindo o posto sempre que a mãe, a cachorra Betina, se afasta por alguns momentos.
A situação foi compartilhada pela tutora dos animais, Thuanny Beatriz de Assis. Ao notar que Betina estava no pátio, interagindo com outros cães, ela suspeitou que os filhotes não estivessem desamparados. “Provavelmente ela deixou alguém cuidando dos filhos, né Betina?”, comentou enquanto caminhava até o local.
Ao chegar encontrou a galinha deitada junto aos filhotes, que pareciam completamente à vontade. Alguns se aproximavam, outros tentavam mamar, como fariam com a própria mãe, demonstrando confiança e acolhimento.
Segundo Thuanny, Betina desenvolveu um forte instinto materno após o parto e raramente se afasta. Ainda assim, demonstra confiar naquela galinha específica para vigiar a ninhada. “Quando falo em rede de apoio, é justamente isso: ela passa a confiar em alguém específico como alguém seguro para vigiar seus filhotes enquanto se afasta por um momento”, explicou.
Mais do que apenas “vigiar” os cães, a galinha cuida ativamente deles. “Ela acolhe, protege, dá carinho, limpa e aquece. E tem uma paciência que ninguém teria. E ela não vê diferença. Pra ela, são todos filhos”, relatou a tutora.
E essa não é a primeira vez que a fazenda testemunha uma história semelhante. Em janeiro do ano passado, a situação inversa chamou atenção quando uma cachorra da raça pit bull, chamada Sucuri, passou a acolher pintinhos órfãos em um dia frio.
Os pequenos se aproximaram em busca de calor e encontraram abrigo junto ao corpo da cadela, que permaneceu tranquila enquanto eles se acomodavam.
Esses casos acontecem porque animais são seres sencientes, capazes de estabelecer vínculos, cooperar e expressar empatia, inclusive entre espécies diferentes.
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