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LUTO

Morre Dottie, golfinho fêmea que passou 39 anos aprisionada no SeaWorld e nunca conheceu o oceano

Ao longo da vida, ela foi explorada para reprodução pelo parque aquático, gerando quatro filhotes que acabaram afastados da mãe.

4 de junho de 2026
Redação ANDA
1 min. de leitura
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Foto: SeaWorld San Diego

Dottie, um golfinho-nariz-de-garrafa fêmea mantido em cativeiro pelo SeaWorld durante os 39 anos de sua vida, morreu esta semana sem jamais ter experimentado a liberdade do oceano ou vivido em seu habitat natural.

Nascida em 1987 em uma unidade do SeaWorld em Orlando, na Flórida, Dottie veio ao mundo dentro de tanques de concreto e permaneceu confinada até sua morte. A empresa não divulgou a causa do falecimento.

Ao longo de duas décadas, ela foi utilizada em um programa de reprodução em cativeiro, dando à luz quatro filhotes. Dois deles já morreram, enquanto os outros dois seguem vivendo em aquários. Todos foram separados da mãe em algum momento da vida, prática comum em programas de reprodução mantidos por parques aquáticos.

Embora o SeaWorld tenha descrito Dottie como uma mãe dedicada, ela não teve a oportunidade de cuidar deles por muito tempo, já que foi separada de todos.

Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), golfinhos-nariz-de-garrafa podem viver mais de 40 anos em condições naturais. No entanto, a expectativa de vida média de cetáceos em cativeiro permanece desconhecida, já que os registros da indústria são divulgados de forma voluntária.

Apesar do crescente debate sobre bem-estar animal, o SeaWorld continua mantendo programas de reprodução de golfinhos, que perpetua um ciclo em que novos indivíduos nascem confinados, privados da possibilidade de viver em mar aberto e submetidos a apresentações para o público ao longo da vida.

A história de Dottie deve terminar com mudança. O SeaWorld precisa encerrar seu programa de reprodução de golfinhos.

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