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COMPORTAMENTO

Mães orangotangos amamentam filhotes por pelo menos seis anos e meio, revela estudo

Pesquisadores observaram o aleitamento materno contín em orangotangos selvagens, um dos mais longos entre os mamíferos, por meio de uma técnica que identifica proteínas específicas presentes nas fezes

31 de maio de 2026
2 min. de leitura
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Foto: Getty Images

Um novo estudo, publicado nesta semana no jornal Nature – Communications Biology, mostra por quanto tempo as mães orangotango amamentam seus filhotes. Uma equipe internacional demonstrou que os filhotes destes primatas continuam consumindo o leite materno continuamente até pelo menos os seis anos e meio de idade, confirmando um dos períodos de amamentação mais longos conhecidos entre os mamíferos.

Pesquisadores utilizaram uma técnica chamada proteômica fecal, que identifica proteínas específicas nas fezes para chegar a esta conclusão. Como o leite de orangotango contém diversas proteínas exclusivas deste alimento, a detecção dessas proteínas específicas do leite nas fezes de um filhote é uma evidência direta de que o indivíduo ainda está consumindo leite materno.

Proporção entre o número de proteínas específicas do leite detectadas e o número de proteínas derivadas de orangotangos detectadas em relação à idade. Foto: Takumi Tsutaya

A equipe aplicou a técnica em amostras fecais de orangotangos selvagens na Área de Conservação do Vale de Danum, em Sabah, no Bornéu malaio. Ao longo de um período de dois anos e sete meses, eles coletaram amostras fecais de indivíduos identificados.

As proteínas específicas do leite foram detectadas em todas as 20 amostras de filhotes com menos de seis anos e meio de idade, indicando que os jovens ainda consumiam leite materno por pelo menos este período após o nascimento.

Essa amamentação contínua e prolongada provavelmente sustenta a taxa de sobrevivência excepcionalmente alta dos filhotes de orangotango e contribui para sua estratégia reprodutiva lenta, afirmam os pesquisadores. Ao mesmo tempo, a conclusão ressalta por que as populações desse primata criticamente ameaçado de extinção se recuperam muito lentamente dos declínios, destacando a urgência de proteger seus habitats remanescentes nas florestas tropicais.

Fonte: Um só Planeta

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