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SOFRIMENTO

Greenpeace é criticado por defender “consumo sustentável” de peixes

A crítica parte da organização chamada "Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais" (PETA). A vice-presidente executiva da entidade, Tracy Reiman, diz que “assim como quem se opõe à caça às baleias jamais comeria carne de baleia, os ambientalistas de hoje não comem peixes"

14 de novembro de 2021
Felipe Cunha | Redação ANDA
3 min. de leitura
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EXAME | Moodboard | Thinkstock

A organização norte-americana People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) tem como lema “Animais não são nossos para comer, vestir, usar em experiências ou para entretenimento”.

A PETA foi fundada em 1980 e conta, atualmente, com mais de 2 milhões de membros dedicados aos direitos animais e ao fortalecimento da educação, pesquisas, resgates e protestos relacionados ao tema.

Além disso, seu orçamento é gerado a partir da arrecadação de fundos, vendas de produtos e pagamento de taxas pelos membros. Seu escritório, localizado no estado da Virgínia (EUA), em Norfolk, emprega centenas de funcionários veganos e tem seus recursos financeiros monitorados pela entidade Activist Facts.

A PETA, por ser contra qualquer tipo de consumo de origem animal, critica a postura do Greenpeace que defende o “consumo sustentável” de peixes e frutos do mar, destacado no próprio site da organização não governamental (Greenpeace).

Segundo relato do Greenpeace referente ao “consumo sustentável” de peixes: “Não se trata de forçar os consumidores a fazer escolhas difíceis. Trata-se de forçar empresas e supermercados a fazerem mudanças significativas e necessárias para que a opção sustentável de peixes e frutos do mar seja a escolha mais fácil para os consumidores”.

Segundo informações do portal Vegazeta, a PETA formulou uma carta que foi enviada à codiretoria executiva do Greenpeace pedindo que a organização reveja sua postura.

Um dos argumentos contidos na carta é que “a postura do Greenpeace contribui com um sistema que ameaça o suprimento de alimento das baleias, polui o oceano e mata milhares de baleias, golfinhos e botos a cada ano – quando eles ficam emaranhados em equipamentos de pesca perdidos ou abandonados”.

PETA reforça que a única alimentação sustentável é a alimentação vegana

Logotipo | People for the Ethical Treatment of Animals (PETA)

Uma das contradições do Greenpeace é a da sua própria iniciativa, lembrada pela PETA, sobre uma campanha chamada “Salve as Baleias”, de 1975, e que hoje, paradoxalmente, lança uma campanha em defesa de “consumo sustentável” de peixes.

A PETA reforça que a pesca, sendo “sustentável” ou não, é a indústria que mais ameaça à sobrevivência de 86 espécies de cetáceos do mundo. “Consumir essa vida marinha contribui para a dizimação dos ecossistemas oceânicos – não importa como os animais são capturados”.

Ainda segundo o portal Vegazeta, Tracy Reiman, a vice-presidente executiva da PETA, diz que a organização espera atuar com o Greenpeace na defesa de uma alimentação livre de origem animal, ou seja, alimentação vegana, e que esta dieta é a verdadeira forma sustentável e respeitosa em relação aos animais marinhos e ao ecossistema oceânico ou de fauna de lagoas e rios.

“Assim como quem se opõe à caça às baleias jamais comeria carne de baleia, os ambientalistas de hoje não comem peixe”, disse Reiman.

Por fim, a indústria da pesca é mais uma ação humana que contribui para a destruição ambiental e sofrimento animal.

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