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Espécies ameçadas de extinção morrem em aquário em Hong Kong

27 de janeiro de 2011
2 min. de leitura
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O aquário é acusado por vários grupos de defesa dos animais de colocar em risco espécies ameaçadas de extinção. (Foto: AFP)

O parque aquático Ocean Park, de Hong Kong, está sendo acusado pela Sociedade de Conservação dos Golfinhos de Hong Kong e por vários grupos de defesa dos animais de colocar em risco espécies ameaçadas de extinção. A instituição afirma que um funcionário do Ocean Park revelou que dezenas de espécies morreram por causa da superlotação e das instalações impróprias do parque.

A direção do parque confirmou apenas a morte de um tubarão-martelo e de um atum-rabilho, ambos ameaçados de extinção. Porém, não se sabe a quantidade exata de animais, nem as condições de tais mortes.

Nesta quarta-feira, 26, o Ocean Park inaugurou a sua mais nova atração cruel aos sádicos de plantão: o Aqua City, o novo carro-chefe marinho. A nova instalação conta com 5 mil animais marinhos de mais de 400 espécies.

O presidente da Sociedade de Conservação dos Golfinhos de Hong Kong, Dr. Samuel Hung, disse a uma rádio do país que o novo aquário não tem um sistema de filtragem adequado e que não possui equipe suficiente. “O que pedimos é mais transparência para que possamos estar atualizados sobre o que acontece no parque e sobre as futuras aquisições”, disse.

Por enquanto, Hung afirma que a Sociedade de Conservação dos Golfinhos de Hong Kong vai fazer um monitoramento do progresso do estado de saúde das espécies na instalação.

Com informações do Terra

Nota da Redação: Mais um retrato deprimente da humanidade. Retirar animais da natureza para confinar em um ambiente artificial a serviço do entretenimento sórdido humano não é algo de que devemos nos orgulhar. É uma vergonha usar vidas para lucrar com o sangue e o sofrimento de inocentes. É inadmissível para qualquer sociedade que tenha o mínimo de respeito pela vida. Animais devem viver livres na natureza. Como sujeitos de direito, os animais não podem ser confinados para servir aos interesses humanos, desta forma estão sendo brutalmente violados os seus direitos mais básicos à liberdade, à vida e ao bem-estar. Não há nada mais horrível do que o avesso da liberdade – seja num recinto apertado ou largo, esteja a espécie em extinção ou não. Por que  é que ainda não conceberam humanos confinados em jaulas para exibição pública?

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