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Divisão de Vigilância de Zoonoses de São Paulo enfrenta problemas de infraestrutura e superlotação

Funcionários disseram que o local tem tubulação exposta, azulejos quebrados, grades enferrujadas e problemas com ratos, além de abrigar mais animais do que a capacidade máxima

14 de maio de 2024
Júlia Zanluchi
2 min. de leitura
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Foto: Arquivo pessoal

De acordo com a notícia publicada na coluna de Mônica Bergamo, o complexo da Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ) da Prefeitura de São Paulo está passando por problemas na infraestrutura. Localizado em Santana, na Zona Norte da cidade, o complexo também está com os abrigos para cães e gatos superlotados.

Funcionários relataram que parte da tubulação está exposta, os azulejos quebrados e as grades da área dos canis estão enferrujadas, algumas nem fecham, podendo machucar os animais que tentam colocar a cabeça para fora. Além disso, foi relatado um problema com ratos que prejudica ainda mais a estrutura do complexo.

Atualmente, 54 animais estão sendo mantidos em um espaço que comporta no máximo 40. Para caber todos, alguns canis individuais estão sendo ocupados por dois cachorros e a área aberta de recreação se tornou um alojamento. Não há camas e colchonetes, então eles dormem em paletes de madeira.

Foto: Arquivo pessoal

O vereador Toninho Vespoli (PSOL-SP) acionou o Ministério Público de São Paulo após visitar o local durante o mês de abril, solicitando uma investigação aprofundada sobre a situação do complexo. Ele ainda relatou no documento que havia uma cadela com filhotes no espaço e que sua permanência no canil oferecia perigo aos cãezinhos devido à propagação de doenças.

Antes de serem adotados, os animais são transferidos da DVZ para a Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (Cosap). O vereador relatou ao Ministério Público que o problema de superlotação vem da redução nas adoções, visto que, segundo dados levantados por ele, até mais deste ano foram realizadas 85 adoções, enquanto o número no mesmo mês em 2023 era de 92 adotados.

Sobre a situação, a Prefeitura de São Paulo declarou que “o fluxo de animais alojados nos canis de vigilância da Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ) é dinâmico, com entradas e saídas constantes”, e que a retirada dos animais obedece as leis.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) diz que os animais são mantidos em condições “adequadas de alojamento, manuseio e alimentação, respeitando as normas técnicas e regulamentações vigentes”, o que não é condizente com a realidade relatada pelos funcionários.

A secretaria diz ainda que reformas foram feitas nas áreas destinadas aos animais abrigados no complexo. Segundo os funcionários relataram para a coluna, porém, quase todas as melhorias foram realizadas no prédio da Cosap.

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