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Diplomata americano disfarçado investiga maus-tratos a tigres na China

28 de agosto de 2011
2 min. de leitura
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Foto: Sinopix/Rex Features

Um diplomata americano disfarçou-se de turista coreano para investigar um centro de criação de tigres no sudeste da China, onde viu animais a serem chicoteados, para que protagonizassem “procissões de casamentos”, e mortos para serem utilizados na medicina tradicional, segundo documentos secretos revelados esta semana pelo Wikileaks.

Na sequência desta visita de Xiongsen, o governo americano foi informado das dúvidas quanto aos esforços da China para a conservação da vida animal. A investigação surgiu na sequência de uma série de notícias na imprensa estrangeira, na primavera de 2007, alegando que a quinta visitada pelo diplomata americano servia carne de tigre no seu restaurante e vendia vinho de osso de tigre na loja, adianta o jornal Guardian.

Num telegrama enviado a partir do consulado dos EUA em Guangzhou, o diplomata relata que inicialmente foi os funcionários da quinta o olharam com desconfiança. Mas depois de os ter convencido de que era coreano, tornaram-se ansiosos por fazer negócio.

“Disseram que os coreanos estão entre os compradores mais entusiastas da bilis do urso preto e do vinho do tigre”, escreveu. Cada garrafa custa entre 8 e 96 euros.

Xiongsen contou ainda que viu na quinta – onde vivem mais de mil tigres – um destes animais a matar um boi dentro de uma jaula de treino, onde alegadamente os animais são treinados para poderem regressar ao estado selvagem.

Quatro anos depois, as preocupações mantêm-se atuais. Relatórios datados do início deste ano dão conta de a população de tigres desta quinta tem aumentado e que os problemas orçamentais permanecem, pelo que há falta de alimentos para os animais.

Fonte: Jornal de Notícias

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