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SÃO PAULO

Cadelinha sai de casa para banho e tosa e volta com língua cortada

20 de novembro de 2023
3 min. de leitura
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Foto: Reprodução | Instagram

A cadela shih-tzu Gamora, de 2 anos, deixou a casa de sua tutora para passar por banho e tosa em uma pet shop de São José dos Campos, no interior de São Paulo, no sábado (18/11), e voltou com um corte na língua.

A tutora, Priscila Graves, afirmou que a JK Pet Shop devolveu sua cachorrinha sem nenhum aviso sobre o acidente. Segundo Priscila, a língua da shih-tzu sangrava quando ela a segurou em seus braços.

“A proprietária [da JK Pet Shop] tratou o caso como se fosse comum, mandando levar para casa e dar água gelada somente. Isso é um absurdo e um perigo para nossos animais.”

Um vídeo de uma câmera de monitoramento mostra o namorado de Priscila pegando Gamora, que não sangra em nenhum momento. ele chega a fazer carinho na região da boca da cachorrinha. Outra câmera mostra a cadelinha na tosa, durante a qual ela não aparece sangrando em nenhum momento.

A cadelinha nasceu com lábio leporino e, com o ferimento na língua, ficou com dificuldade para se alimentar e beber água, ainda de acordo com a tutora. A cachorrinha também foi levada ao veterinário, no qual lhe foram prescritos medicamentos. Tanto o atendimento, como a medicação foram pagos por Jacqueline Alves, proprietária da pet shop. Ela também restituiu o valor do banho e da tosa para Priscila.

As transações foram feitas via Pix, conforme provado pela empresária, por meio de comprovantes de transferência.

Priscila registrou um boletim de ocorrência, no domingo (19/11), por meio da delegacia eletrônica. O Metrópoles apurou que, até a publicação desta reportagem, a denúncia ainda não constava nos registros da Polícia Civil.

Pet shop

A proprietária da pet shop, Jacqueline Alves, afirmou ao Metrópoles, na tarde desta segunda-feira (20/11), trabalhar há 21 anos na área, dos quais 16 com a JK. Durante esse período, garantiu, “nunca aconteceu nada parecido”.

“Eu estava na loja e ainda não sei de fato o que aconteceu, não dá para acreditar. Tirei foto dela pronta e entreguei para o tutor, não tinha nada de errado com ela e não estava com a língua sangrando. Ele foi embora e depois de uns minutos voltou falando que a língua foi cortada”.

A dona da pet shop enviou uma foto que, segundo ela, foi feita logo após o banho e tosa de Gamora.

“Estou sendo acusada de tudo, mas nenhum funcionário viu o que o tutor disse que fiz”.

Jacqueline disse que pagou a consulta da cachorrinha ferida, os medicamentos e devolveu o dinheiro da tosa, totalizando R$ 252.

A empresária acrescentou estar sendo ameaçada por pessoas de fora de São José dos Campos e que estão fazendo uma campanha para desmoralizá-la, na internet.

Sem provas

Jacqueline envidou dois registros, feitos por câmeras de monitoramento, da tosa de cachorrinha e do momento em que ela foi entregue, ao namorado da tutora. Em nenhum dos registros Gamora sangra. Ela fica no colo do rapaz que foi buscá-la, antes de saírem da pet shop, por quase quatro minutos.

Somente após a saída deles que o ferimento foi notado e retornaram com a cachorrinha à loja.

A veterinária Priscila Moreira, que atendeu à cadelinha, enviou um áudio à pet shop, ao qual o Metrópoles teve acesso, no qual afirmou não ter tido sangramento na língua.

O ferimento, acrescentou, não necessitaria de sutura e ela não poderia afirmar quando ele ocorreu. “Não tem como saber, se é recente ou não. A estrutura [da língua] é diferente da pele”.

O caso, reforçou Jacqueline, abalou todos os seus funcionários. “Minha funcionaria trabalha há 10 anos aqui, ela chorou porque ela tava lá. A gente não machucou a cachorra. Não sei como isso está acontecendo, está todo mundo sofrendo. O que estão fazendo [acusar a pet shop] é uma loucura”.

Fonte: Metrópoles

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