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Cadela morre após ingerir veneno colocado na quadra onde mora sua tutora

19 de junho de 2015
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Uma cachorrinha da raça Bichon Frisé morreu depois de lamber veneno colocado na quadra onde morava com o objetivo de matar insetos. O acidente foi na segunda-feira, no bloco C da Quadra 301 do Sudoeste, durante passeio da tutora, uma senhora, com Mila. O animal entrou em contato com um tipo de pó branco e começou a passar mal logo em seguida. A prefeitura da quadra admitiu que pulverizou a região com produtos tóxicos e comprometeu-se em arcar com os custos de internação e cremação do animal. “Foi uma ação sem preparo. A área com veneno deveria estar sinalizada. Foi a Mila, mas poderia ser uma criança”, alertou um dos filhos da tutora da cachorra Luis Fabrício Barbosa Alves, 38 anos.
Segundo ele, a mãe está muito abalada com o acontecido. Mila era a única companhia diária da senhora, que mora sozinha. A cachorra chegou a ficar internada entre segunda e quarta, mas não resistiu e morreu ontem. Só com internação, os gastos foram de R$ 1 mil. A cremação, ficou R$ 500.
Fabrício conta que procurou tanto a prefeitura da quadra quanto o síndico do bloco C, onde Mila se contaminou. “O bloco fez uma dedetização com uma empresa particular e a prefeitura fez outra. Tem pó branco espalhado por toda a quadra, sem qualquer tipo de aviso ou de isolamento. A Mila já morreu, mas isto serve de aviso”, afirmou. Fabrício e outros conhecidos organizam um manifesto para o próximo domingo.
Simone Lima, diretora-geral da ProAnima, afirmou que a Lei Orgânica do Distrito Federal proíbe o utilização de veneno sem autorização prévia de um órgão ambiental responsável pela área. “Esse tutor pode, inclusive, abrir um processo, investigar se hoube a liberação para essa pulverização tóxica”, declarou. Ainda segundo Simone, o risco é grande para os animais, porém, é preciso tomar cuidado também com intoxicação de pessoas. “Mesmo que estivesse sinalizado seria preciso bastante atenção. Às vezes o adulto não vê, a criança pode passar, fora a contaminação do lençol freático, a disseminação pela água da chuva, ou seja, o ideal é que trabalhassem com venenos não tóxicos”, aconselhou.
Fonte: Diário de Pernambuco

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