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RIO DE JANEIRO

Caçadores são presos em flagrante no Parque Nacional da Tijuca

Os dois caçadores estavam dentro do parque na noite de quarta com cães de caça e uma paca já morta. Soma das multas é de R$ 40 mil e pena pode chegar a três anos

13 de junho de 2026
Duda Menegassi
2 min. de leitura
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Foto: ICMBio/Divulgação

Dois caçadores foram presos em flagrante por fiscais do ICMBio dentro do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira (10/06). Os homens, de 62 e 49 anos, estavam em um veículo acompanhados de sete cães de caça e já haviam matado uma paca. Eles foram levados para a Superintendência Regional de Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde prestaram depoimentos. A investigação segue com a Polícia Federal. Ao todo foram emitidas quatro multas por infração e crime ambiental, num total de R$ 40 mil. Os dois caçadores podem enfrentar ainda até três anos de prisão.

A operação do ICMBio foi fruto de uma denúncia recebida pelo Fala.BR, plataforma integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação do poder executivo federal, e contou com apoio de policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar do Rio.

Os homens respondem pelo crime de caça profissional e por maus-tratos contra os cachorros, que também foram apreendidos e estão sob tutela do advogado de um dos caçadores. Já o corpo da paca (Agouti paca), que apresentava diversas mordidas feitas pelos cães, será encaminhado para análise na Universidade Veiga de Almeida.

Os caçadores foram abordados dentro do Parque Nacional da Tijuca por volta das 20h, dentro de um veículo, junto aos cachorros e com equipamentos como redes, facas, facões, cordas, correntes, lanternas, roupas de camuflagem, linhas de nylon para armadilhas, medicamentos para dopar animais, perneiras e soro antiofídico.

“Graças a informações anônimas que chegaram pela plataforma Fala.BR, ações recentes de fiscalização ambiental na região do Parque Nacional da Tijuca estão sendo realizadas com o envolvimento de diferentes órgãos e instituições”, destaca nota da assessoria do parque, que recentemente resgatou um macaco-prego (Sapajus spp.) mantido acorrentado em uma residência vizinha à unidade de conservação.

Canais de denúncia:

Denúncias sobre tráfico, maus-tratos, abuso ou mutilação de animais silvestres podem ser feitas pela plataforma Fala.BR: https://falabr.cgu.gov.br/v2/manifestacoes/registrar e pelo Linha Verde do Disque Denúncia, no número 2253-1177 (que recebe tanto ligação telefônica quanto mensagens de WhatsApp).

Fonte: O Eco

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