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Após anos de exploração em zoo, leoa Helga morre em santuário

29 de setembro de 2019
2 min. de leitura
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Reprodução | Facebook

A leoa Helga faleceu na última semana aos 21 anos no santuário da ONG Mata Ciliar, em Jundiaí, no interior de São Paulo. Ela foi diagnosticada com um câncer de mama que rapidamente se alastrou por outras partes de seu corpo na sua última semana de vida.

Helga vivia há cinco anos no local e era considerada a “rainha da instituição”. A leoa chegou ao seu novo lar após uma longa batalha judicial entre ativistas em defesa dos direitos animais e o Parque das Hortênsias, onde ela era explorada para entretenimento humano.

A leoa chegou ao santuário em 2014 “apática, obesa e quase sem poder andar”. Rapidamente ela se recuperou e pode desfrutar de uma vida repleta de amor e liberdade. A ONG Mata Ciliar publicou uma nota de falecimento de Helga, leia abaixo na íntegra:

Nossas noites estão mais tristes

Desde a partida do leão Juba, a Mata Ciliar acostumou-se a dormir embalada com o soberano rugir da leoa Helga.

Helga, que chegou para nós, apática, obesa, quase sem poder andar, tornou-se a verdadeira rainha da instituição. Com o tempo e também com a dedicação de todos os nossos colaboradores, apesar da idade avançada, ela foi recuperando sua “autoestima felina”, vindo a tornar-se um dos mais amados e carismáticos animais que a Mata Ciliar já abrigou.

Com olhar penetrante, porte digno e imponente, gênio indomável, ela conquistava, logo à primeira vista, todos os que a conheciam. Infelizmente, a vida tem seus caprichos que, por mais que saibamos serem irreversíveis, sempre nos entristecem e nos fazem refletir se fomos capazes, se fizemos o melhor de nós, se podíamos ter feito mais ou de forma diferente…. e tantos outros “ses”.

Diante da inescapável realidade da vida, que é o seu derradeiro fim, nos vemos e nos sentimos impotentes. Fica ao menos a solidariedade e o companheirismo de todos aqueles que lado a lado, dia a dia, se esforçaram, se dedicaram, se revezaram na árdua tarefa de cuidar de seres que, apesar do tamanho, da força, e do medo que provocam, são tão frágeis e vulneráveis.

Helga morreu ontem com 21 anos, por volta de 10:00h, tinha câncer de mama que se espalhou rapidamente na sua última semana de vida. Antes disso, não tinha dor e passava muito bem.

O silêncio faz as nossas noites um pouco mais tristes, mas o consolo vem também dela, que traz um brilho a mais dessa estrela chamada Helga e que se junta ao Juba e a tantos outros na Constelação de Leão. “Deus Salve a Rainha”… e também olhe por todos nossos animais!

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