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Ambientalistas protestam contra matança de focas da Groelândia

18 de março de 2012
3 min. de leitura
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(Foto: RIA Novosti)

Em 17 de março, em todo o mundo, tiveram lugar manifestações em defesa de focas da Gronelândia. A data não foi escolhida ao acaso. Dentro de alguns dias, no Canadá, abre a temporada de caça aos filhotes recém-nascidos das focas.

Ambientalistas de todo o mundo estão apelando a todos interessados para assinarem uma petição especial ao governo canadense para parar a “matança por luxo”.

Enquanto isso, muitos países incluindo a Rússia se recusaram a importar do Canadá peles de filhotes de foca.

Os filhotes mais cobiçados são os que têm menos de 10-15 dias de idade. É nesse curto período que seus corpos estão cobertos por um pelo fino e branco. As peles de crias de foca são utilizadas principalmente para fabricar gorros quentes.

Este ano, a temporada de caça aos filhotes de foca será aberta no Canadá de 23 de março até final de abril. Cerca de 300 000 animais serão mortos e este número não muda ao longo das últimas décadas. As autoridades canadenses enfatizam que a produção e a venda de peles de filhotes bebês é vital para a população do litoral. Mas esses argumentos não passam de ficção, diz o ecologista Maxim Olenitchev:

“Esse tipo de caça não é economicamente justificável em si, o governo subsidia-o. Além disso, a opinião pública está do lado das pessoas que se opõem à matança de filhotes de foca na Gronelândia, no Canadá.”

Hoje, os EUA, o México e a União Europeia se expressam contra essa indústria cruel. Eles não importam do Canadá peles de filhotes de foca abatidos. A Rússia proibiu a importação de peles em 2011. Várias organizações, políticos, figuras públicas e vedetas se juntaram à luta para proteger os filhotes de foca da Gronelândia. As autoridades canadenses dizem que tudo isso pode levar à expansão da população de focas, o que desequilibrará o ecossistema. Eis o que pensa sobre isso o ecologista Maxim Olenitchev:

“Hoje em dia, demasiado peixe é pescado. Ora, o peixe é o alimento principal das focas. Se não se abusar da pesca, as focas terão alimento suficiente. Além disso, devido ao aquecimento global, os gelos estão derretendo, reduzindo assim o habitat das focas, e portanto, o número de focas irá diminuir também. A própria natureza vai colocar tudo em seu lugar.”

Na Rússia também se praticava a caça às crias de foca – na área dos mares Branco e Kara. No entanto, os volumes anuais não se comparavam com os canadenses – 30,000 animais. Em 2009,este tipo de caça foi proibido por lei, nomeadamente através dos esforços da filial russa do Fundo Internacional para a Proteção dos Animais (IFAW).

Mas apesar de todos os esforços, a ameaça à população de focas da Gronelândia mantem-se. Na Noruega, esse tipo de caça continua a ser subsidiado – aparentemente devido ao fato de as focas comerem demasiado peixe. Os caçadores canadenses, de momento, estão depositando grandes esperanças na China. Este país está experimentando um verdadeiro “boom de peles” e as autoridades locais não são tão escrupulosas em matéria de ecologia.

(Foto: Reprodução/Voz da Rússia)

Fonte: Voz da Rússia

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