EXPLORAÇÃO            

Girafa morre em zoo de Curitiba (PR) após passar a vida aprisionada

           
Foto: Isabella Mayer | SMCS

A girafa Pandinha, que era explorada para entretenimento humano no Zoológico de Curitiba, no Paraná, morreu ontem (10). O animal, de 32 anos, era o mais velho da sua espécie nas Américas. A girafa sofria de complicações devido a idade avançada e não resistiu.

Pandinha estava passando por vários problemas de saúde nos últimos meses. Um exame de imagem realizado na semana passada, confirmou que o animal estava com inflamação generalizada nas articulações, sem perspectiva de cura. Segundo a Prefeitura de Curitiba, a girafa vinha sofrendo com muita dor, além de ter dificuldade para andar e perda de apetite. Tratamentos paliativos estavam sendo feitos, a fim de permitir o mínimo de qualidade de vida para Pandinha.

“Mas houve uma piora aguda do quadro nos últimos dias, ela passou a apresentar crepitação (estalos), muita dor e dificuldades de se locomover, além de perda de peso acentuada”, explicou o diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, Edson Evaristo.

A girafa nasceu em cativeiro em 1989 e nunca teve contato com a natureza. Seus pais, Pacheco e Mandinha, que inspiraram seu nome, também viviam enclausurados. O comportamento artificial de Pandinha era muito apreciado pelos cuidadores e visitantes do zoológico, mas para o animal foram três décadas vivendo em um espaço mínimo e artificial sem o contato natural com outras girafas.

Vivien Midori Morikawa, é gerente técnica do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, e diz que a longevidade de Pandinha se deve ao tratamento constante e multidisciplinar que ela recebia em relação a saúde.

Pandinha era a girafa mais velha do Brasil e a quarta mais velha do mundo. Os dados são do studbook internacional da espécie, um livro de registro que contém informações genealógicas sobre girafas que vivem em cativeiros, controlados pela pesquisadora Laurie Bingaman Lackey, da World Association of Zoos and Aquariums (WAZA) e da European Association of Zoos and Aquaria (EAZA).

Na natureza, uma girafa vive cerca de 15 anos. O isolamento e a ausência de riscos devido a predadores estão dentre as explicações para o longo tempo de vida do animal.

Nota da Redação: Zoológicos e outros locais que aprisionam animais devem ser completamente extintos. A vida em enclausuramento de animais selvagens servem para alertar a população mundial sobre a injustiça e crueldade escondida atrás de zoológicos e outros locais que mantém espécies em cativeiro apenas para divertimento humano. É preciso clarear a consciência para entender e respeitar os direitos animais. Eles não são objetos para serem expostos e servirem ao prazer de seres humanos. As pessoas podem obter alguns minutos de entretenimento, mas para eles é uma vida inteira de exploração e abusos condenados pelo egoísmo humano.

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