ESTUDO            

Empresas de roupa e sapato estão ligadas ao desmatamento da Amazônia

           
Foto: Flickr/Marcio Isensee e Sá

Segundo yahoo!finanças, dados de estudo da ONG Stand.Earth saíram na última quarta-feira (1) e revelam que a criação de animais para consumo é um dos principais fatores para o desmatamento da Amazônia, sendo que majoritariamente a atividade é realizada pela empresa JBS. 

Apontamentos pela agência Sputnik também indicam a JBS como uma das responsáveis. A empresa desmatou mais de 3 milhões de hectares, e 81% do desmatamento provocado pela JBS foi realizado ilegalmente. 

Foram analisados os dados relativos à compra de animais na Amazônia Legal Brasileira em 2016 e o aumento do desmatamento na mesma região desde aquele ano. Imagens feitas por satélite também foram verificadas que denotam áreas desmatadas, além de espaços da pecuária e os rebanhos em si. 

A pesquisa da Stand.Earth ainda está em andamento, porém até agora conseguiu registrar mais de 400 empresas envolvidas no desmatamento, entre elas produtoras de couro, indústria de sapatos e roupas, e lojas de moda. O estudo da organização ambiental frisa que estas empresas não estão necessariamente relacionadas diretamente com a produção de couro que resulta no desmatamento na Amazônia, porém coloca as mesmas em categoria de risco no quesito da possível contribuição para o problema. 

Algumas das empresas de roupa citadas são: Adidas, Fila, Puma, Nike, Zara e Prada. O coletivo Slow Factory, junto da ONG Stand.Earth, projetou um mapa interativo que demonstra a ligação entre as lojas de roupas e sapatos na pesquisa e as empresas relacionadas com o problema do desflorestamento amazônico devido a criação de gado para a produção de couro, que por sua vez este material representa a pele de qualquer animal, que foi curtida.

Ainda de acordo com a agência Sputnik, o Brasil é o maior produtor de gado do mundo, apresentando 215 milhões de animais. O país exporta 80% do couro produzido, e entre os países que mais importam estão a China, com a compra de 41,6%, a Itália com 27,3% e Vietnã, de 9,6%. 

Segundo informações do governo brasileiro, no total, 7,3 milhões de hectares de floresta na Amazônia brasileira foram perdidos nos últimos 10 anos, sendo que em 2021 o país desmatou a maior quantidade desde 2008. 

A JBS se comunicou à agência Sputnik em nota devido as acusações de ter desflorestado 3 milhões de hectares da Amazônia: “A JBS está totalmente comprometida com a criação de gado sustentável em todas as regiões onde opera […] Nossa empresa não tolera o desmatamento ilegal, uso de mão de obra forçada, exploração de terras indígenas ou violações de embargos ambientais”, disse.

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