ABANDONO            

Gato coberto de graxa e com hipotermia é resgatado em Santos (SP)

           
Resgatado de uma sarjeta no cais santista, Francisco apresentou distúrbios neurológicos por conta da intoxicação pela graxa - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Segundo o UOL, um gato que vivia na rua, possivelmente abandonado, foi adotado pela arquiteta Sônia Renata Matis de Oliveira na cidade de Santos (SP). O gato, com menos de cinco anos de vida, foi levado no sábado (16) para sua nova residência, uma cobertura no Canal 4. Ele agora vive junto do cão shih-tzu Sheik e os gatos Eva, Kiara, Theo, Plush;  além de ter companhia de Felipe, de 16 anos e Kaíke, de 12 anos, os filhos da tutora, e Magno, marido da arquiteta.

O gato foi visto na rua por um ciclista, perto da principal avenida do cais santista. O homem chegou a cogitar que o animal, encontrado dentro de uma sarjeta, estaria morto. O animal estava bastante debilitado e coberto de graxa e lama. Ele foi nomeado de Francisco pela equipe da ONG Viva Bicho, que resgatou e tratou o felino.

“Foi justamente no dia dedicado ao padroeiro dos animais, São Francisco de Assis. Por isso o apelidamos de Francisco”, disse ao UOL a presidente da ONG, Marilucy Pereira. “O rapaz nos contou que, quando cutucou o gatinho, ele miou. E imediatamente ligou para nós”.

Seguindo as orientações da ONG o homem levou o gato até a clínica veterinária parceira da organização, que há 21 anos resgata animais em situação de risco na rua de cidades da Baixada Santista.

Quando o gato chegou na clínica, estava com corpo frio e rígido, ou seja, em estado de hipotermia, a ponto do termômetro não conseguir registrar sua temperatura. “Ele precisava recuperar a temperatura corporal rapidamente. Demos um banho morno demorado, para eliminar todos os resíduos. Depois ele passou um tempo no secador e foi colocado sobre um tapete térmico”, explica Marilucy.

Francisco também estava com o corpo coberto por graxa e muita lama, além de apresentar comportamentos estranhos que os veterinários suspeitaram que o gato estaria envenenado por conta da graxa. Ao ser colocado no chão, após recuperar a temperatura, o gatinho não parecia ter noção de orientação, o que indicava ser um episódio de distúrbio neurológico. Os veterinários o trataram a partir de um protocolo usado em casos de intoxicação.

“Os exames de sangue revelaram também uma infecção no sangue, provavelmente causada pelas toxinas da graxa. Em 48 horas, porém, ele reviveu. Estava ativo, esperto. Pela nossa experiência, se trata de um gato doméstico que fugiu ou foi abandonado”, adiciona a ONG

Lar doce lar

A nova residência de Francisco foi comprada por Sônia e seu marido Magno pensada justamente nos animais e filhos. A medida que seus filhos cresciam e o número de animais adotados também, a família se mudou do antigo apartamento, de 96 metros quadrados num condomínio com área de lazer para as crianças, para um local maior que conseguisse atender as novas necessidades de espaços mais amplos.

“Quando a pandemia chegou, nos vimos enclausurados com os animais num espaço limitado”, disse Sônia ao UOL. Conversei com o meu marido e decidimos vender nosso apartamento e comprar um com mais espaço. Foi quando encontramos esse apartamento de cobertura, no canal 4″.

A cobertura, com seus 214 metros quadrados, não só disponibiliza espaço suficiente para todos como ainda tem  uma área de lazer privativa, um quintal no topo do prédio, onde tanto os filhos quanto os animais da família podem aproveitar.

Segundo a tutora, a adaptação do gato está acontecendo aos poucos. No início, ele está passando um tempo na área da cozinha, lavanderia e dormindo numa cama confortável no quarto de serviço, mas já mostra conquistar outros espaços da casa.

“Ele é um amor. Dengoso, carinhoso. Estamos fazendo a adaptação para não estressá-lo e nem estressar os nossos outros ‘filhinhos’. A ONG é rígida com relação aos candidatos à adoção dos animais. Acho que quando viram o espaço que Francisco teria e as condições boas de alimentação e cuidados que poderíamos dar a ele, decidiram nos oferecer essa oportunidade. Meu coração disparou quando vi a primeira foto que a ONG publicou. Agora ele também é parte da família”, diz Sônia.

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